A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 18/07/2020
O filme da Disney “Mulan” relata a história de uma jovem que,temendo a morte do pai na guerra,esconde sua identidade e assume o posto no exército chinês.Fora da ficção,muitas brasileiras já passaram pelo drama da princesa no que tange à proibição da prática esportiva por mulheres durante muitos anos.Nesse sentido,até hoje,o esporte feminino carece de visibilidade e respeito,principalmente,por falhas da mídia e da sociedade.Sendo assim,medidas devem ser tomadas a fim de resolver essa problemática.
De fato,os esporte praticado por mulheres não recebe apoio adequado das mídias brasileiras.Sabe-se que a figura da mulher é bastante atrelada à delicadeza e à beleza,e essas,realmente,são atribuições femininas.Entretanto,no esporte,essas características não devem se sobrepôr as competências e habilidades das jogadoras que,naquele momento,são o que deve ser levado em conta.Segundo a pesquisa da mestre em Comunicação Midiática,pela Unesp,Carolina Firmino,mesmo que a mulher seja reconhecida como atleta,ainda há uma forte sexualização do seu corpo pelas mídias.Com efeito,esse aspecto é facilmente notado nas imagens divulgadas das jogadoras,geralmente focando em certas partes do corpo e em certas posições,e nas denominações, como “musas” do espote.
Outrossim,o esporte feminino não é valorizado pela sociedade,a qual mantém um pensamento retrógrado em relação às mulheres.Sabe-se que,durante o Estado Novo,existiu um decreto de lei que dizia: “às mulheres,não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”.Essa afirmação reflete que,para a época,o esporte ia de encontro com a condição natural da maternidade.Todavia,hoje,entende-se que esse pensamento é descabido,pois há diversas atletas competentes,como a jogadora Marta,a qual se tornou a maior artilheira da Seleção Brasileira, entre outras mulheres que conciliam os treinos e a família de forma harmoniosa.No entanto,muitos brasileiros conservam essas ideias do passado,desvalorizando e agindo com preconceito.
Fica claro,portanto,que o esporte feminino encontra algumas barreiras para ser valorizado no Brasil,sendo necessário um combate efetivo.Para isso,cabe às mídias brasileiras um engajamento mais específico no combate à sexualização das atletas,por meio de um maior enfoque nas suas habilidades e no jogo em si - estratégias e performance -, pois isso passaria para o público uma visão mais profissional,a fim de não erotizar os seus corpos na atividade esportiva.Ademais compete à parcela socialmente engajada da sociedade combater as ideias retrógradas,ainda persistentes,por meio das redes sociais,mostrando o grande número de clubes formados por mulheres e sua grande competência,com o fito de romper preconceitos e promover maior apoio.