A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 19/07/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos propõe a todos os indivíduos o direito à igualdade de gênero. Conquanto, a participação feminina no esporte brasileiro é uma problemática que não permite essa parcela da população desfrutar desse direito na prática e isso é evidente não só pela falta de recursos públicos, mas também pelo preconceito enraizado na população. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Convém ressaltar, a princípio, que a prática de exercícios físicos por mulheres no país é 40% inferior aos homens, segundo o relatório do Movimento Vida, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o que nos mostra que o cenário esportivo ainda carrega muita desigualdade. Ademais, vale destacar, também, a negligência da mídia em relação ao esporte feminino, um exemplo disso ocorreu no ano de 2019, em que a Rede Globo, maior emissora de televisão no Brasil, transmitiu pela primeira vez uma Copa do Mundo feminina de futebol, e além disso, muitos campeonatos importantes não são transmitidos ao povo. Dessa forma, torna-se inaceitável essa negligência da mídia, juntamente com o não incentivo das autoridades no que concerne à mulheres praticando esportes, visto que a Constituição Federal estabelece que o esporte é um direito de todos.

Em segundo plano, vale salientar, ainda, que além da falta de visibilidade e apoio, o preconceito enraizado na população é um fator que impulsiona o problema. Vale lembrar que na Grécia Antiga, os esportes eram praticados apenas por homens por serem considerados fortes e as mulheres eram destinadas a cuidar dos filhos e afazeres domésticos, por serem apontadas como frágeis. Diante de tal contexto, observamos que esse pensamento machista ainda é refletido na sociedade atual, e com isso, torna-se fundamental que as pessoas caminhem para combater a intolerância e possam valorizar cada progresso que as mulheres alcançarem nesse âmbito.

Logo, conclui-se, portanto, a necessidade do Estado, em aliança com o Ministério de Educação e Cultura (MEC), desenvolver projetos para estimular crianças e jovens a praticarem esportes, além de encorajar, por meio da mídia e das escolas, um embate a qualquer tipo de preconceito relacionado a participação feminina, com o objetivo de obter uma maior valorização e tornar escasso o rebaixamento dessa parcela da sociedade. Dessa forma, o esporte feminino poderia ser mais valorizado em nosso país e o direito de igualdade de gênero desfrutado na prática, como garante a Declaração Universal dos Direitos Humanos.