A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 18/07/2020

A prática de esportes, além dos benefícios à saúde, promove a sociabilidade e estimula a cooperação e competição. Essa, remonta à Grécia Antiga, quando originaram-se os Jogos Olímpicos. No entanto, a atividade esportiva não se desenvolveu de forma igualitária para homens e mulheres ao longo do tempo, especialmente no Brasil. Por isso, é importante discutir a valorização do esporte feminino no país.

A desigualdade nas práticas esportivas pode ser associada à desvalorização da mulher como um ator social, subjugando-as, historicamente, à trabalhos domésticos apenas. Por conseguinte, determinados esportes chegaram até a serem proibidos para mulheres no Brasil, como o futebol, na década de 40.

Em decorrência do histórico de repressão à prática de esportes por mulheres, a participação feminina brasileira em jogos olímpicos esteve muito abaixo em relação à masculina, até a década de 90, segundo um estudo do Observatório Racial do Futebol, de 2016. É somente a partir da década de 2000 que a porcentagem de mulheres se aproxima a dos homens, não por coincidência, período posterior a algumas conquistas de igualdade de direitos.

Diante dos fatos, é possível concluir que na medida que há igualdade de oportunidades, as mulheres tendem a aderir às práticas esportivas. Por isso, é necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, incentive e propicie eventos esportivos na educação básica, sem distinção de gênero por modalidade. Ademais, o Ministério do Esporte deve oferecer incentivos e recursos para aumentar a participação feminina no esporte profissional também.