A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 18/07/2020

“Sois anjo, que me tenta e não me guarda”. A partir desse trecho do poeta barroco Gregório de Matos, ao fazer referência a mulher, coloca-a como objeto de sedução, possibilitando observar a edificação feminina desde o século XV. Embora tenha passado várias décadas, aqui é importante ressaltar o Movimento Feminista contra essa imposição masculina, como a história é um processo, atualmente vivemos diversas mazelas como fruto do machismo. Isso, por exemplo, pode ser representado na questão da desvalorização do esporte feminino no Brasil. Gerando, deste modo, não só o enfraquecimento ao incentivo a mulher dentro certas áreas culturais, mas também reprimindo o exercício social.

O estímulo a posição da mulher no ambiente esportivo é novo. Posto que, segundo ideais conservadores, a mulher não deveria praticar esportes pelo risco da “masculinização do corpo feminino” ou a vulgarização esportiva. Dessa forma, vê-se a falta de liberdade feminina sobre seu próprio corpo. Para tanto que foi proibida sua participação na 1° edição dos Jogos Olímpicos. Por conseguinte, coibindo ideologicamente a sua incersão no meio social. Junto a isso, diversas formas de controlar a liberdade individual feminina ainda ditam padões comportamentais atuais. Destarte, influênciando moralmente muitas escolhas, que deixam de ser feitas por serem consideradas erradas para com o gênero pertencente.

Outrossim, em vista da ação da sociedade passada sobre a atual, tem-se a limitação da autonomia das escolhas e, portanto, dos direitos humanos. Dado que ele garante a liberdade, direitos sociais e culturais. Isso é observável na própria história do Brasil, no período da Ditadura Militar, pois nele foi instaurado um decreto que proibia a prática de esportes considerados incompativeis com a “condição natural” das mulheres. Assim, evidênciando a ideia doentia dos direitos humanos para um público seleto. Consequentemente, abrindo brechas para misogenia e preconceito.

Infere-se, então, que medidas são necessárias para contornar o impasse e, logo, seus consequentes. Para tal, urge ao Estado, juntamente com o Ministério da Educação, Esporte e Cultura elaborar, em escala nacional, um campeonato esportivo exclusivamente feminino para equipes de escolas públicas e privadas. Esses com competições classificatórias, municipais, regionais, estaduais e nacionais. Além de que deverá ser divulgado em diversos meios de comunicação a fim de estimular a participação da maioria das escolas. Devendo conter como premiação final uma visita a Seleção Brasileira feminina do esporte práticado pela equipe. Desse modo, instigando a participação da mulher em mais áreas sociais e permitindo uma quebra de ideias antigas e, logo, proporcionando valorização da mulher no esporte.