A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 19/07/2020

Na Grécia Antiga, houve a criação das Olimpíadas - eventos desportivos que só era permitido a participação de homens livres. Essa prática influenciou por gerações a exclusão das mulheres no esporte. Na contemporaneidade, apesar dos avanços alcançado ao longo dos últimos anos, a participação feminina nesse meio ainda é desvalorizada na sociedade brasileira. Nesse sentido, o preconceito pautado em uma sociedade machista e patriarcal apresenta-se como causas possíveis dessa problemática, trazendo consequências que necessitam de uma solução.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a participação das atletas femininas têm aumentando em mais de 30% nas últimas décadas, segundo dados divulgados pelo IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Porém, a desigualdade de gênero no esporte brasileiro ainda é uma realidade. Isso porque carregamos em nossa história as raízes de uma sociedade machista e patriarcal, na qual associa a imagem feminina a um sexo frágil e incapaz de realizar esportes que, antes, só eram destinados aos homens, como o futebol.

Nesse sentido, a diferença salarial e a falta de patrocínio são uma das consequências vigentes da desvalorização do esporte feminino no Brasil. Prova disso, são dados divulgados pela Folha de São Paulo, no qual apontam que as mulheres ganham 60% a menos que os homens ocupando o mesmo cargo esportivo. Nesse cenário, observa-se que apesar das conquistas, a participação das mulheres no esporte ainda tem muito que avançar.

Segundo o ativista indiano, Mahatma Gandhi, nós somos a mudança que queremos ver no mundo. Sendo assim, o Senado Federal em conjunto com a sociedade civil deve garantir a participação feminina em todos os esportes, através da criação de Leis que garantam 50% das vagas destinado ao público feminino, além da isonomia salarial. Dessa forma, é inegável que a desigualdade no esporte será combatida, trazendo a transformação para um Brasil mais justo para todos.