A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 19/07/2020

No início dos jogos olímpicos, na Grécia Antiga, mulheres eram proibidas, por lei, de participar e assistir as competições. Desde então, esse fato histórico ocidental ainda permanece com suas raízes na sociedade hodierna. Neste contexto, o Brasil não é uma exceção, o esporte feminino caminha em passos lentos, longe de ser valorizado nacionalmente, e sendo reforçado com estereotipia pela mídia e a falta de investimentos.

A princípio, a mídia brasileira não só reflete a visão da sociedade, mas como também reforça estereótipos da figura feminina no esporte. Tendo por exemplo, a Musa do Brasileirão, concurso que sexualiza mulheres para o público masculino do futebol, que foi muitas vezes mais transmitido na televisão do que partidas da equipe feminina. Já com a Copa do Mundo feminina de 2019, que teve sua transmissão em canais de televisão aberta, denotou a importância da mídia para maior reconhecimento do futebol feminino e não apenas à sua sexualização.

Em conjunto com a participação da mídia, patrocínios ao esporte feminino são essenciais, porém ainda raro e passível de cuidados. Na ficção, a personagem Dana, do seriado americano The L Word, retrata uma tenista que é obrigada por seu empresário a manter uma imagem feminina e sensual para conseguir bons patrocínios. Refletindo na realidade, há a necessidade de ajuda financeira para manter atletas, mas que deve ser igual a todos os gêneros, sem a exploração indevida de sua imagem, como ocorre regularmente.

À vista disso, o reconhecimento da mulher no esporte deve ser honesto e não objetificado, pois é imprescindível a igualdade entre mulheres e homens atletas. Deste modo, cabe à mídia brasileira, como a televisão, inserir em sua programação horários destinados exclusivamente ao esporte feminino, transmitindo partidas, coletivas de imprensa e campeonatos, com a finalidade de atrair mais torcedores e patrocínios, consequentemente o esporte feminino será devidamente valorizado no Brasil.