A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 18/07/2020

Assim como o racismo, o preconceito contra as mulheres em meio contemporâneo atua de maneira estrutural. O principal fator que se dá a isso, é a presença do patriarcado que se articula de maneira implícita na integralidade social. Tal patriarcado, atua com base em papéis sociais, que delimitam mulheres a serviços domésticos, eventualmente as deixando excludentes em diversas áreas sociais, tendo o esporte, como um bom exemplo disso.

A sociedade constrói de berço um futuro que se traça de acordo com o gênero, construção essa que eventualmente se interliga com o desfavorecimento do esporte feminino. Ao passo que grandes corporações de marketing investem em brinquedos de cunho domésticos para garotas e esportes para garotos, por consequência disso, temos um circulo vicioso de desfavorecimento feminino no esporte, que se perpetua de maneira silenciosa.

Desde sempre, o esporte e os demais âmbitos sociais, são predominantemente ocupado por homens, em virtude disso, somado à alienação do patriarcado, as mulheres são boicotadas inquestionavelmente em diversas vertentes relacionadas a inclusão de mulheres no esporte. Tais como o desmerecimento de conquistas, desfavorecimento do marketing voltado à essa categoria esportiva, falta de verba para promover e patrocinar equipes femininas de diversas categorias esportivas, entre outros.

Portanto medidas são necessárias para resolver esse impasse. O Ministério do Desenvolvimento Social, em parceria com o Ministério da Economia, deve propor um “Bolsa Esportivo Social”, por meio de um projeto de lei enviado a câmara dos deputados. Para que de tal maneira uma verba seja direcionada ao favorecimento da modalidade de esporte feminino, consequentemente dando mais visibilidade. Espera-se que com essa ação a verba seja utilizada para melhorar os pontos fracos e dificuldades desta categoria, e assim, causando uma valorização ao esporte feminino no Brasil