A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 28/07/2020

Durante a copa do mundo de 2019, após a vitória estadunidense e durante a cerimônia na qual foi premiada como a melhor jogadora do mundo pela FIFA, a atleta Megan Rapinoe usou a sua então publicidade para ressaltar como o esporte é um importante meio de promover mudanças sociais e que mesmo assim, as práticas desportivas por mulheres ainda continuam sendo marginalizadas, levando então uma grande visibilidade e representatividade ao esporte feminino. Paralelamente, no contexto brasileiro, é notório observar que, em virtude das raízes históricas machistas no país, juntamente com o pouco incentivo e visibilidade, faz com que o esporte feminino seja pouco valorizado no país.

Em primeira análise, é importante destacar que por conta do machismo estrutural brasileiro, que possue raízes históricas, ponderando no meio esportivo, fez com que a prática de esportes entre as mulheres fosse, gradualmente, sendo marginalizada, recebendo então pouca visibilidade ao decorrer dos anos. Dentre isso, destaca-se por exemplo, o decreto federal que for criado em 1941, ainda durante o Estado Novo, que restringia a participação das mulheres em meios esportivos e que foi vigorado até 1983, cuja a  justificativa da lei era que essas atividades não faziam parte da natureza feminina.

Por conseguinte, o fato fez com que a prática desportiva por mulheres tivesse ainda atualmente, pouca representatividade, incentivo e visibilidade. Ao observar que, de acordo com o relatório divulgado pelo PNUD em 2017, a prática de esportes por mulheres é 40% menor que a dos homens. Bem como, por meio de uma pesquisa feita pela empresa de tecnologias Visual em 2018, apontou que o esporte feminino atrai apenas 1% do mercado de patrocínios, além de ainda ser menos divulgado e popularizado, se comparado com o masculino. Desse modo, exemplificando assim, o quanto a desigualdade de gênero no esporte ainda é uma realidade brasileira. Logo, faz-se então necessário intervenções concretas para a resolução dessa problemática.

Portanto, visto que o cenário esportivo brasileiro encontra-se dominado pela figura masculina, espera-se da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, juntamente com o Ministério da Educação, a criação de projetos de incentivo á prática de esportes femininos, que serão integrados nas grades da Base Nacional Comum Curricular de escolas tanto públicas quanto particulares, com a finalidade de trazer mais meninas para o esporte. Ademais, a Secretaria também deve criar, junto com a mídia nacional, por meio de verbas do governo, propagandas publicitárias que busquem não somente uma maior visibilidade ao esporte feminino, mas que também evidenciem sobre a sua importância, pois trará assim, uma maior representatividade e incentivo. Com isso, exemplos femininos no esporte como a de Megan Rapinoe serão mais comumente vistos na sociedade desportiva brasileira.