A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/07/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988, promulgada com base nos direitos humanos, todos devem ser tratados com igualdade, independente do gênero. No entanto, no que concerne à comparação dos direitos das mulheres aos dos homens, a legislação passa a ser inválida. Dessa forma, nota-se que a valorização do esporte feminino no Brasil é necessária, visto que essas atividades exploram a igualdade de gênero. Entretanto, a sociedade ainda não dá o devido valor ao atletismo das mulheres, devido a cultura do machismo e o preconceito. Portanto, torna-se necessária a análise desse quadro.
Mormente, o machismo é uma herança histórica. Isso pode ser afirmado tendo em vista que nas primeiras eleições, as mulheres não tinham direito ao voto, que foi conquistado depois de muita luta. Nesse sentido, pela falta de ativismo da mulher na sociedade, devido às proibições impostas pelo governo, afirma-se que elas foram excluídas de várias ações, dentre elas, o esporte. Nesse contexto, falando de futebol - esporte brasileiro mais conhecido -, é nítido que enquanto o time feminino era oprimido pelo machismo, o masculino conquistava seu espaço crescendo dia após dia. Isso pode ser evidenciado ao ver que eventos como a “Copa do Mundo Masculina”, param o país e movimentam o comércio, o que não acontece com a feminina, que aliás muita gente nem sabe que existe. Para tanto, é incontestável que o machismo atrasou e oprime até hoje o desenvolvimento do esporte feminino.
Outrossim, Agnes Heller disse: “O preconceito é cômodo, porque nos protege de conflitos e confirma nossas ações anteriores”. Nesse sentido, pode-se dizer que apesar das lutas para que o atletismo feminino seja valorizado, o prejulgamento inserido na sociedade faz com que algumas mulheres desistam do esporte por vergonha e, consequentemente, comecem a concordar com as pessoas que a fizeram desistir, por conta do comodismo causado pelo preconceito. Por conseguinte, é importante ressaltar que o desprezo do esporte feminino deve ser desmistificado, visto que essas atividades são de extrema importância para a educação de crianças e adolescentes, além de proporcionar uma saúde melhor. Em síntese, é indubitável que o preconceito representa outra das causas desse problema.
Em suma, conclui-se que atitudes devem ser tomadas para ajudar nessa luta. Para isso, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas destinadas às alunas que incentivem o atletismo. Isso deve ser feito através de um projeto que escolha um dia de cada semestre para a valorização do esporte feminino, contando com profissionais de educação física e a inclusão de professoras nas atividades atléticas, para que a luta das mulheres seja valorizada. Ainda, cabe à mídia transmitir os esportes femininos da mesma forma dos masculinos. Assim, a igualdade da Constituição será válida.