A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 19/07/2020

Kant, filósofo prussiano, em “O que é esclarecimento?”, diz que a humanidade está caminhando para o esclarecimento, isto é, para o progresso em diversos fatores. Posto isso, contesta-se as dificuldades ainda encaradas pelas mulheres, sobretudo, esportistas na sociedade. Com efeito, reestruturações culturais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que haja a valorização do esporte feminino no Brasil.

Inicialmente, é válido ressaltar a notoriedade populacional diante da cultura retrógrada que persiste nas relações interpessoais. De acordo com Sêneca, pensador do Império Romano, apenas as percepções  do indivíduo eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental das pessoas. Entretanto, apesar do nítido desconforto apresentado pelas mulheres diante de seus direitos, por intermédio de, por exemplo, a corrente do feminismo, pouca visibilidade é dada a esse grupo. Afinal, conforme visto em canais de televisão, é comum a transmissão de jogos de futebol masculinos, mas, o feminino foi transmitido pela primeira e única vez na copa do mundo de futebol feminino em 2019. Tal fato, infelizmente, é justificado pela falta de patrocínio, o que agrava ainda mais o cenário, pois torna-se evidente a descrença pública no potencial do gênero. Dessa forma, vê-se a necessidade de ensino à igualdade em sala de aula de maneira formal, como a inserção do assunto referente à igualdade em currículo escolar.

Outrossim, é imprescindível mencionar a negligência governamental sobre os direitos das mulheres, os quais afetam, diretamente, o esporte. Elenca-se a esse fato  uma pesquisa elaborada pelo próprio Data Senado, a qual revelou que mais da metade dos brasileiros reconhecem saber nada ou muito pouco acerca da Constituição de 1988. Desse modo, as pessoas, além de não reivindicarem mudança em situações de injustiça por desconhecimento, também não valorizam as famosas, como a “Lei Maria da Penha”, visto que, comumente, em jornais, é divulgado a irrelevante pena acometida ao agressor. De maneira análoga ocorre no âmbito esportivo, onde as mulheres são atingidas pela violência simbólica, ou seja, a agressão por ausência de coerção física, a partir dos salários mínimos em comparação ao homem.

Portanto, evidencia-se a importância de condutas para que as esportistas sejam valorizadas no Brasil. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, promover uma inovação no ensino, apresentando aos estudantes a inadmissão aos casos de violência à mulher, assim como ao descumprimento da lei de igualdade, a fim de que promova os ideais ao campo dos esportes para que a nação abandone, exponencialmente, a cultura do machismo. Assim, a admissão de desvalorização ao esporte feminino terá voluntários à exaltação da causa.