A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 25/07/2020
O futebol feminino e o circo
As desigualdades entre gêneros, que é histórica e social, retratam as mulheres como frágeis física e emocionalmente. Esta classificação sexista pode ser claramente percebida também nos esportes. Temos no Brasil, por exemplo, a prática do futebol feminino em circos que, na década de 20, eram apresentados não como um esporte, mas como um show. Em 1941, tivemos a criminalização e marginalização dos esporte praticado por mulheres sendo que, durante a ditadura, foi especificada também como crime a prática do futebol feminino.
Depois de trinta e oito anos de resistência, quase que velada, a lei foi revogada. O futebol feminino passou a deixar de ser crime mas, ainda nos dias de hoje, é tratado pela sociedade como um espetáculo circense e marginal. Com pouco investimento e quase sem visibilidade midiática a popularização do futebol feminino no Brasil é sufocada. A maior parte da população acredita que dar espaço ao futebol feminino pode masculinizar as mulheres e feminilizar o esporte que é apreciado principalmente por homens.
A relação entre gênero e sexualidade nos esportes é equivocada e comum. Os esteriótipos limitam a apreciação e valorização dos esportes em qualquer que seja a modalidade. A fim de diminuir a distância entre futebol feminino e futebol masculino a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), no ano de 2017, obrigou os times que pretendiam disputar a séira A dos jogos a terem equipes de futebol feminino.
Assim, medias de intervenção como a da Conmebol são de suma importância. Servem de exemplo para os demais conselhos de esportes. Incentivos do Estado e de empresas privadas para patrocinarem e promoverem a prática de esportes por mulheres são imprescindíveis, além de remuneração para as iguais as recebidas por profissionais do sexo masculino diminuem as distâncias entre homens e mulheres esportistas.