A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 21/07/2020

“Até que os direitos humanos básicos sejam igualmente garantidos a todos, haverá guerra.” Na obra musical “War”, do cantor e compositor Jamaicano Bob Marley, cria-se a ideia da prevalência de conflitos, enquanto houver desigualdades no mundo, acreditando que só haverá paz em uma sociedade justa e igualitária. Seguindo essa análise, a valorização do esporte feminino no Brasil segue um contexto semelhante ao da obra, em que a “guerra” pela defesa de seus direitos básicos e a luta contra o preconceito de gênero gera um ambiente marcado por injustiças. devendo-se analisar e combater.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a quebra dos direitos básicos do público feminino tem raízes históricas, devendo ressaltar Atenas na Grécia antiga, na qual a ideia de cidadão nunca lhe foi aplicada, vivendo sempre no ambiente domiciliar a sombra dos homens, ocorrendo grande desvalorização de tal grupo. Segundo o pensador Thomas Hobbes, “o Estado deve condicionar o bem-estar populacional.” Entretanto, essa realidade é oposta no Brasil. Devido a essa negligência, o desrespeito a esses privilégios ferem os direitos civis da Constituição de 1988, e deixa esse grupo à mercê dos ideais machistas que permeiam a nação. Gerando a manutenção da desvalorização das atividades femininas e a ascensão da luta em busca dos seus direitos, como afirmar a socióloga Nathália Ziê. Portanto, devem-se tomar sérias medidas para tal imbróglio.

Ademais, é imperativo ressaltar a luta contra o preconceito estereotipado. Partindo desse pressuposto, o “apartheid” regime segregacionista ocorrido na África do Sul em 1948, embora de cunho racial, não deixa de expor a desigualdade existente na sociedade, em que o negro pode ser visto como uma mulher em busca de oportunidades no Brasil, e a sociedade sempre em busca de excluir ou desvalorizar o seu serviço, levando-a muitas vezes ao abandono de suas convicções e aceitação dessa realidade. Segundo dados do portal G1, o número de mulheres nos esportes ainda é baixo com 45%, expondo que as correntes do patriarcalismo ainda estão presas sob o ideal de ascensão feminina. Dessarte, a obra de Marley fica notória sob o contexto atual, e mostra que a “guerra” continua.

Dessa maneira, a valorização do esporte feminino no Brasil enfrenta grandes empecilhos. Então, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com o poder midiático, criar e aprimorar leis e investir em campanhas e projetos sociais e educativos do tipo “slice of life”, que busca, com exemplos do cotidiano, envolver o público alvo, para assegurar os direitos fundamentais e a consciência da igualdade de gênero. De modo que o Senado, em parceria com banqueiros, formem fundos de verbas a fim de oferecer cobertura monetária, e assim manter o projeto eficiente, a fim superar o machismo e logo, aumentar o número de mulheres na vida esportiva e pôr fim a essa “guerra”.