A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 28/07/2020

A valorização do esporte feminino encontra, no Brasil uma série de empecilhos. Essa tese pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo PNUD (Programa das Nações Unidas e Desenvolvimento), os quais apontam que a prática de exercícios físicos por mulheres no país é 40% inferior aos homens. Por isso, mesmo que a participação feminina tenha aumentado nas últimas décadas, fica claro que ainda não é dado o devido incentivo à inclusão da mulher nesse meio.

Em primeira análise, o descaso estatal com a inclusão do sexo feminino no esporte apresenta-se como um dos desafios à consolidação de práticas desportivas. Isso porque, poucos recursos são destinados pelo Estado para o incentivo do esporte para mulheres. Entretanto, no sexo oposto, há salários exorbitantes, além de campeonatos regionais e até mundiais. Além disso, a mídia contribui para para essa exclusão. visto que toda semana é transmitido na TV aberta um novo duelo entre jogadores do sexo masculino, no entanto, mal sabemos quando a seleção brasileira feminina está jogando. Dessa forma, a negligência do Estado, ao investir minimamente no esporte feminino dificulta na universalização dessa prática tão significativa para o mundo feminino.

Além disso, é preciso ressaltar a forte carga cultural e histórica relacionada a esse comportamento. Na antiguidade, os Gregos tratavam as mulheres como o “sexo frágil”, enquanto o esporte seria para os fortes. Além disso, desde cedo, as meninas são instruídas para o trabalho doméstico, e futuramente o cuidado com os filhos. Tal fato mostra a falta de incentivo às mulheres à prática de atividades extracurriculares, principalmente ao esporte, visto que, sempre foi considerado uma prática exclusiva apenas para homens. As mulheres desse modo, vistas como inferiores, são criticadas quando tomam a iniciativa de participar de atividades físicas, e por isso, medidas socioeducativas são necessárias para modificar essa situação, tornando o esporte comunitário e permitido (sem julgamentos) para todos os sexos e idades.

Portanto, a fim de democratizar o esporte feminino no Brasil,  o Estado deve adotar medidas para se obter avanços nesse cenário. Isso pode ser feito através de parcerias com escolas públicas e privadas brasileiras que devem promover atividades que integrem ambos os sexos, a fim de desconstruir a ideia de que esporte é só para homem. Nesse sentido, será possível desagregar a carga cultural e histórica imposta as mulheres, e promover a valorização do esporte feminino no Brasil.

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