A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 19/07/2020
No livro “Conto de Aia” da escritora Margaret Atwood, retrata uma sociedade distópica em que a mulher sofre inúmeros preconceitos, por intermédio da fictícia República de Gilead, que, por causa de um Estado opressor, as colocam em papéis secundários e de objetos sexuais. Embora seja uma obra ficcional, essa realidade apresenta características que se assemelham ao contexto brasileiro, visto que a figura feminina é desvalorizada em várias modalidades desportivas. Nesse contexto, a omissão do Estado na promoção dos esportes feminino, assim como o preconceito social são os principais responsáveis pelo quadro.
Convém ressaltar, primeiramente, que a negligência governamental em garantir o acesso e influenciar a prática desportivas corrobora para a desigualdade de gênero na área. Nesse sentido, a Constituição Federal no art. 5º, estabelece que o esporte é direito de todos. Sendo assim, torna-se incabível que o poder público fique inerte e não incentive as mulheres a prática de exercícios, e não invista na promoção, apoio e visibilidade de cada modalidade feminina.
Ademais, cabe citar ainda que a mulher enfrenta enorme discriminação social em vários esportes, que acarreta em múltiplas desvantagens em relação a categoria masculina. Assim, com finalidade de promover a igualdade de gênero no esporte, surgiu o movimento “Go Equal”, apoiado pela jogadora Marta, embaixadora da ONU. Desse modo, a cooperação da sociedade é fundamental para garantir a audiência da categoria, o incentivo e o patrocínio das atletas.
Torna-se evidente, portanto, que a atuação das autoridades públicas e do corpo social são essências para valorização do esporte feminino. Dessa forma, cabe ao Ministério do Esporte junto com a mídia televisa, promover as modalidades femininas por meio de transmissões dos jogos e incentivo para patrocínio de empresas, a fim de minimizar a desigualdade salarial, garantir apoio e audiência dessa categoria. Além disso, a sociedade deve combater a hostilidade da figura feminina desportiva, por meio do incentivo à pratica através da visualização, para que inúmeras atletas não desistam e recebam salários compatíveis com o seu talento e dom.