A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/07/2020

Adotada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos apresenta a igualdade de gêneros como um dos princípios. Todavia, esse direito não está presente na realidade brasileira. Um exemplo disso é observado nas modalidades do esporte, em que o homem é mais valorizado que a mulher. Essa diferença entre os sexos é perceptível em diversos meios, como a disparidade do salário e do reconhecimento no ramo esportivo, o que dificulta a valorização dos jogos femininos no país.

A princípio, o movimento feminista traz, em sua história, grandes conquistas, como a Lei Maria da Penha, em 2006. Entretanto, mesmo com esses feitos, ainda há a busca pelo fim da desigualdade de gêneros, notada na diferença salarial dos atletas, por exemplo. Isso é visto na seleção brasileira, em que a jogadora Marta, eleita cinco vezes melhor do mundo, recebe 36 vezes menos que Neymar, considerado o terceiro melhor. Essa disparidade é justificada, por muitas pessoas, pela falta de audiência nos jogos femininos, porém é notório que as partidas das mulheres são poucos noticiadas e televisionadas, o que contribui para essa escassez de plateia.

Outrossim, o reconhecimento dos jogadores de diferentes sexos é um entrave para a valorização de esporte feminino no Brasil. Segundo a reportagem do Globo Esporte, as jogadoras da seleção de vôlei do país ganharam o primeiro lugar no Grand Prix, todavia receberam menos que a equipe masculina, a qual ocupou o segundo lugar. Esse caso gerou grande repercussão, uma vez que a Federação Internacional de Vôlei considerou a situação normal. Isso deixa visível o machismo no esporte em que a condecoração dos jogadores é mais valorizada e reconhecida do que a das atletas.

Em suma, são notórios os problemas para a valorização dos jogos femininos no Brasil. Para solucioná-los, é preciso que a mídia ofereça maior visibilidade para o esporte das mulheres, por meio de propagandas, as quais contenham informações sobre as competições, além de transmitir com frequência as partidas, a fim de aumentar gradativamente o número de torcedores nos jogos de ambos os sexos. Ademais, é imprescindível que as jogadoras reportem as injustiças que sofrem, em relação à desigualdade de gênero, para que o público, juntamente com as atletas, exija ações das autoridades.