A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/07/2020

A desigualde de gênero é uma problemática presente em nossa sociedade, mesmo com avanços expressivos, ainda há contrastes entre homens e mulheres em âmbito esportivo. Por isso, há a necessidade de debater acerca da valorização do esporte feminino no Brasil. Para tanto, deve-se destacar a pouca visibilidade midiática no esporte feminino, bem como o preconceito enraizado na sociedade com o tema.

Em primeira análise, destaca-se a invisibilidade do esporte feminino nos principais veículos midiáticos do País, em especifico, os principais canais da rede de televisão aberta. Visto isso, essa disparidade se faz evidente quando observado que, na Rede globo de Televisão, há dias previstos para o futebol masculino nacional, por outro lado, o mesmo não ocorre com o futebol feminino. Nesse sentido, não há outra explicação plausível para isso, a não ser o preconceito de gênero, uma vez que o Brasil possui grandes nomes no esporte, como a jogadora Marta, mundialmente conhecida por ter sido eleita seis vezes a melhor jogadora do mundo pela Fifa. Posto isso, a persistência desse fato na mídia contribui para a perpetuação desse cenário revoltante e desigual.

Ademais, historicamente, o Brasil tem marcas do preconceito sofrido pelas mulheres no esporte. Nesse sentido, cabe memorar que, em 1965, o governo militar proibiu a prática de esportes considerados “masculinos” para as mulheres, tal como halterofilismo, futebol, beisebol, entre outros. Em tempos contemporâneos, tais esportes não são mais proibidos para mulheres, porém, haja vista a carga histórica, são desvalorizados e sofrem preconceitos perante a sociedade. Por consequência, as atletas sofrem com salários irrisórios quando comparados aos atletas das mesmas modalidades, como mostra o levantamento feito pelo jornal “O Correio”, que mostra que mulheres podem receber até 234 vezes menos que homens no esporte.  À luz disso, tal discrepância é revoltante e deve ser mudada.

Em conclusão, haja vista os fatos supracitados, é evidente a necessidade de medidas para sanar as desigualdades existentes no esporte feminino. Para tal, o Ministério das Comunicações, em parceria com as emissoras dos canais abertos de televisão, deve promover maior visibilidade ao esporte feminino, patrocinando um horário específico para o tema, visando a igualdade de gênero no esporte. Não obstante, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com as escolas, evitar que as crianças se tornem adultos preconceituosos, por meio de atividades igualitárias a âmbos os sexos nas aulas de educação física, formando adultos com mente aberta para o tema. Posto isso, a consequência seria uma ascendente valorização do esporte feminino no Brasil.