A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 20/07/2020
Em pleno século XXI, pode-se notar a elevada discriminação contra as mulheres nos mais diversificados setores da sociedade brasileira, incluindo os esportes. Acerca disso, a visão machista que ainda está muito difundida na mente das pessoas e a ausência de ações do Estado que proponham a inserção feminina nesse importante setor da população são fatores que favorecem a manutenção desse problema. Assim, caminhos devem seguidos para se garantir a valorização do esporte feminino no Brasil.
Vale ressaltar, a princípio, que o pensamento machista ainda está muito presente na sociedade, defendendo e perpetuando a noção de que o papel das mulheres deve se restringir aos afazeres domésticos e obedecer os maridos, não cabendo-lhas a praticar esportes, como a natação e o vôlei. Entretanto, o movimento feminista , surgido no século XIX e influenciado pela a Revolução Francesa, que tem como objetivo discutir e lutar pelo direito das mulheres está conseguindo, ainda de que forma lenta e tímida, introduzir as mulheres no mundo das atividades esportivas, até mesmo o futebol, que é um espaço culturalmente dominado pelos homens no Brasil.
Ademais, deve se analisar que os órgãos públicos, como as secretarias de esporte e lazer espalhadas pelo território brasileiro, não estão elaborando medidas efetivas que permitem a plena participação feminina nos jogos desportivos, como o financiamento para a criação de modalidades femininas nos diferentes campeonatos esportivos que existem. Nesse contexto, nota-se a transgressão do Contrato Social, proposto pelo filósofo inglês Thommas Hobbes, o qual atribui ao Estado a função de evitar o caos e a desordem na sociedade, visto que as instituições públicas competentes não estão reduzindo a desigualdade de gênero no meio esportivo.
Portanto, medidas devem ser discutidas e adotadas para se solucionar essa problemática. Primeiramente, as escolas - como instituições responsáveis pelo desenvolvimento mental e físico das crianças e adolescentes - devem estimular a presença feminina nas atividades desportivas, por meio da criação de times femininos nos campeonatos esportivos, a fim de desconstruir a concepção desde a infância de que as mulheres não devem praticar esportes. Além disso, as secretarias de esporte e lazer dos municípios e estados, devem incitar os clubes e associações de esportes locais a criarem a categoria feminina em seus espaços, por meio da criação de leis e decretos, a fim de garantir a participação feminina nos jogos esportivos. Assim, todos terão a sua presença valorizada nas atividades desportivas do Brasil.