A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 21/07/2020
Na mitologia grega, são chamadas de Amazonas as mulheres que guerreavam e se libertavam das amarradas dos preconceitos do papel doméstico. Essas sacrificavam até mesmo seu feminilidade ao mutilar o seio direito para aprimorar o ataque com o arco e flecha. Não distante da ficção, hodiernamente, existem mulheres que provam, frequentemente, através dos esportes que podem ser tão boas quanto o sexo oposto em tal ação, como se fosse uma guerra contextualizada. Por isso, torna-se necessário uma ampliação dos debates acerca da valorização do sexo feminino no mundo esportivo.
Em primeiro plano, vale ressaltar que há uma correlação entre a maneira como as jogadoras que são consideradas boas são taxadas com um aspecto masculinizado. Na série “Eu, a patroa e as crianças”, é retratado um jogo de futebol de meninas e uma cena se destaca ao afirmar que a artilheira do time oposto de garotas era a melhor por ter um porte físico muito semelhante ao de um menino, retirando, assim, sua credibilidade como jogadora. Isso acontece devido ao modo como o contexto moderno ainda apresenta resquícios de um mentalidade machista, visto que é posto ao homem um crédito de ser biologicamente mais forte e condicionado fisicamente para essas atividades. Entretanto, muitas das vezes, essa não é uma condição que representa a verdade absoluta.
Em segundo plano, mas não menos relevante, é imperioso mencionar como ainda há uma falta de investimento nos esportes femininos. Prova disso se dá pelo fato da futebolista brasileira, Marta, ter tomado o título de Pelé, de melhor artilheira da seleção brasileira e, mesmo com tudo, não ter tanta visibilidade midiática no país, como propagandas na televisão e afins, quanto ele. Além disso, é acrescentada a carência de recursos que muitos times compostos por mulheres sofrem, como a escassez de investidores e patrocinadores. Esses não são requisitos apenas no profissionalismo, isso tem início desde a época estudantil de cada criança, uma vez que as meninas não são tão incentivadas , quanto meninos da mesma idade, aos jogos que especificam uma força corpórea maior.
À luz do exposto, é imperioso que haja uma minimização dos impactos que esses eventos causaram na sociedade. Logo, o Conselho Nacional do esporte deve intervir sobre a forma que mulheres são representadas nos jogos, através de campanhas e debates que influenciem o despertar dos cidadãos que elas não são aprimoradas devido à sua aparência física, sendo assim acarretará uma melhor gestão financeira também para o setor de investimentos, visto que a visão será equiparada ao dos jogos masculinos. Cabe à Mídia com parceria das escolas, conscientizar os alunos e professores, por meio de mesas de debate, quanto ao sexo biológico de cada aluno não ser um fator, além de tudo, limitante. Dessa forma, haverá uma equidade no valor dos jogos femininos com os masculinos.