A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 20/07/2020

O princípio da Isonomia, presente na Constituição Federal, em que “todos são iguais perante a lei”, representa o símbolo da democracia, uma vez que prevê uma sociedade justa e igualitária para todos. No entanto, ao analisar o cenário de luta das mulheres por valorização nos esportes, nota-se que essa esse ideal proposto pela Constituição não é visto na prática. Isso porque durante anos as mulheres lutam por um espaço na área esportiva. Sendo assim, cabe citar os contextos socioculturais e a falha governamental como fatores que influenciam nesse quadro.

A princípio, é possível perceber que tais circunstâncias devem-se ao patriarcado enraizado na cultura mundial. A respeito disso, sabe-se que hodiernamente as mulheres são desvalorizadas no meio esportivo. Isto posto, cabe citar o ocorrido na copa do mundo feminina de 2019, o qual as mulheres após conquistarem o primeiro lugar mundial receberam 2 milhões, enquanto que a equipe masculina ao ser desclassificada nas oitavas de final, na copa de 2014, recebeu 9 milhões. Com isso, fica claro que em pleno século XXI a mulher não possui o mesmo valor que o homem no esporte. Como consequência, cria-se uma sociedade baseada no patriarcado, em que o homem sempre estará a cima da mulher.

Outra questão, relevante nesse debate, é o papel do governo em garantir que a desigualdade de gênero não ocorra nos esportes. À vista disso, é imprescindível dizer que é dever do Estado garantir que homens e mulheres possuam os mesmos direitos. Entretanto, menciona-se que no ano de 1941, no período de ditadura do Estado Novo, governo de Getúlio Vargas, as mulheres foram proibidas de jogar futebol. Por conseguinte, 40 anos após o decreto, as mulheres possuíram o direito de voltar a praticar o esporte de forma livre. Embora 78 anos tenham se passado desde a proibição por lei, as mulheres ainda enfrentam grandes difundistes para alcançar visibilidade nos esportes, dado que o apoio a elas são sempre menor.

Assim, é fundamental, portanto, que o Estado, em parceria com a mídia, promova programas de debates sobre a ausência de valorização da mulher no esporte, com o intuito de abrir espaço para que times femininos exponham suas dificuldades e necessidades dentro de cada modalidade, a fim de encontrar maiores oportunidades e colaboradores dispostos a investir na capacidade feminina. Ainda por ações governamentais, cabe ao governo atrelado ao Ministério do Esporte, providenciar maiores investimento para mulheres dentro das modalidades esportivas, além também, de possibilitar maior reconhecimento de time femininos, para que nenhuma mulher seja impedida de exercer o que quer. Com a união desses fatores, espera-se alcançar o princípio da Isonomia presente na Constituição.