A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/07/2020
Recém tirada a faixa dos olhos de um Bird Box, o mundo viu se livre e desconstruído após o final da Guerra Fria e a queda do muro de Berlim, em 1989. Contudo, despreparado para lidar com o fim das faixas e dos muros, esse mundo vive atualmente problemas relacionados ao esporte feminino e sua valorização. Vale tencionar que esse problema é fruto de estigmas sociais já introduzidos na sociedade, assim como de uma base de criação padrão na Nação
É importante ressaltar, primordialmente, como essas estigmas sociais agem na sociedade e suas consequências. A oitava Copa do Mundo feminina, no ano de 2019, trouxe para o campo visual da sociedade como o futebol feminino não tem seu valor visto, uma vez que a média de público foi inferior a 50% da Copa do Mundo masculina, conforme dados da FIFA. No entanto, a ação de jogadoras que buscam tratar essa realidade vêm, aos poucos, expandindo a participação feminina no esporte. Embora têm-se no País Marta como a maior referência para o futebol feminino, devido a inúmeros recordes quebrados e por ser a maior artilheira da seleção contando os dois gêneros, a crescente de mulheres em eventos da FIFA permite que a visibilidade seja aumentada, como viu-se, em 2016, nas olimpíadas, a ascensão da lutadora de judô, Rafaela Silva, primeira medalhista de ouro da história brasileira nessa modalidade, de todos os sexos. Desse modo, têm-se como consequência o aumento de mulheres nos eventos oficiais
Paralelo a esses estigmas sociais, destaca-se como a criação padrão no território brasileiro permite que o esporte feminino seja menos valorizado. Dirigidos por uma conduta machista, que reserva as mulheres para fora do mundo esportivo, a criação da maioria das meninas crianças se baseiam em bonecas, brinquedos que remetem à trabalho de casa, entre outro, indo na direção oposta à criação masculina, que se baseia em esportes. Atualmente, essa ação vêm tentando ser combatida. Esse tipo de ação social carrega como consequência o aumento de participação das fêmeas em competições oficiais, tais como as olimpíadas de 2016, que teve a maior porcentagem de participação feminina na história (cerca de 46%, conforme dados do site observatório racial futebol).
Em suma, consta-se a necessidade de debater sobre a participação feminina no cenário esportivo nacional. Cabe ao Ministério da Cidadania, em união com o Ministério da Educação, buscar introduzir as crianças mulheres no esporte o mais cedo possível, assim como os meninos. Essa introdução pode se dar por incentivos às meninas para praticar esporte em instituições de ensino fundamental, garantindo assim, a médio prazo, que o número das participações no cenário sejam cada vez maiores e esse estigma social seja, de uma vez por todas, extinto.