A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 28/07/2020
Como as castas marginalizadas existentes no livro Admirável mundo novo, de Aldhus Huxley, a mulher há muito é delegada ao espaço privado e tem seu envolvimento no espaço público tolhido. Sobretudo nos esportes, a pouca presença da mulher amplia o machismo estrutural presente na cultura brasileira, o que gera o sucateamento e discriminação da categoria. De acordo com a socióloga Nathalia Ziê, a recusa feminina que há dentro do cenário esportivo deve-se ao contexto socio histórico brasileiro, marcado por leis que proibiam a participação da mulher em esportes como o futebol. Dessa forma, a afetação cultural ocasionada pela legislação e outros fatores, deslegitima a participação feminina nas mais diversas práticas desportivas e mantém o mecanismo de opressão patriarcal.
De acordo com a reportagem do site Campo Grande News, em dezembro de 2015, a jogadora de futebol Marta, ultrapassou Pelé e se tornou a maior artilheira da seleção brasileira com 98 gols. Ainda assim, a marginalização causada pela falta de visibilidade e de ações governamentais concretas, sucateia o espaço da mulher no esporte, o que contribui para uma extravagante diferença de salários, escassez de patrocínio e oportunidades.
Portanto, é de responsabilidade do Ministério da mulher, família e direitos humanos, disponibilizar recursos financeiros a escolas e centros esportivos, para que estes invistam em programas de conscientização e reiteração do espaço da mulher no esporte, através de cartilhas, palestras e oficinas, bem como, em equipamentos que garantam condições mínimas para a prática dos mais diversos tipos de esporte. Como efeito social, o país estará próximo de uma realidade cujo esporte feminino é devidamente valorizado.