A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 21/07/2020

Em 1900, as mulheres conquistaram o direito a participar de competições esportivas internacionais, mesmo que restritas a apenas alguns esportes, tal fato marcou a entrada feminina em um mundo, até então, masculino. No Brasil a primeira mulher a participar das olimpíadas foi, Maria Lenk, em 1932, Lenk é até hoje considerada como a maior nadadora do país. Após 28 medalhas femininas em 22 jogos olímpicos , e inúmeros talentos nacionais é notório a necessidade de valorização das mulheres nesse espaço.

Como, até então o esporte era considerado uma condição de virilidade e força, a condição feminina era subestimada na prática dos esportes. Nos dias atuais já é de conhecimento geral que para além das mulheres serem aptas, os esportes envolvem critérios como flexibilidade, habilidades, coordenação, e não apenas força física. No Brasil, o preconceito contra o esporte feminino foi pautado na suposta obrigação natural da mãe e dona do lar: cuidar dos filhos, da casa e do marido, portanto ficaria sem tempo para treinar ou competir. Sendo assim um dos motivos para a falta de valorização é o machismo velado na sociedade, o qual deve ser combatido.

A falta de segurança e incentivo nas escolas levou a PNUD- programa da ONU- a indicar uma certa urgência em criar políticas públicas para combater a desigualdade esportiva e igualar as ofertas dos esportes entre meninas e meninos. Enquanto o país não conta com esse apoio político na área, algumas organizações não governamentais, como o Empodera - Transformação Social pelo Esporte, lutam pela causa e a fortalecem no país, trazendo em pauta a discussão por meio das redes sociais.

Com tantas conquistas feitas em competições, é explícito que a mulher pode ter os mesmos pré-requisitos que o homem, logo também deve ter as mesmas oportunidades. É dever do Estado seguir a recomendação da PNUD, e intervir nas cidades, criando times femininos municipais e escolares, promovendo competições com boas condições estruturais, fomentando, desse modo, o esporte desde a adolescência, incentivando assim as mulheres a seguirem carreira no esporte, normalizando a ideia  e disseminando o talento e as conquistas femininas, assim seria possível combater também o machismo social valorizando as atividades esportivas no Brasil.