A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 22/07/2020
De acordo com a pesquisa publicada no site “Observatório racial futebol” de 1960 a 2016, o percentual de mulheres em jogos olímpicos cresceu em 34%. Mesmo com o crescimento da porcentagem, as mulheres ainda enfrentam grandes batalhas para conseguirem apoio e respeito em modalidades olímpicas ou competições, inclusive no Brasil, onde recentemente a jogadora de vôlei da seleção brasileira, Tandara, teve redução de 99,5% do total de seu salário por conta de sua gravidez. Neste sentido, no qual se refere à questão da valorização do esporte feminino no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema em virtude do machismo e dos baixos investimentos e reconhecimento nos esportes do gênero feminino.
Primeiramente, é importante ressaltar que desde a Idade Antiga, as mulheres eram afastadas da participação ativa da sociedade, como votar e trabalhar, participando então somente dos afazeres doméstico e no esporte, isso não foi diferente. Com o tempo, as mulheres foram enfrentando a cultura do machismo e conquistando seus devidos direitos, como em 1936, quando o COI (Comissão Olímpica Internacional) considerou oficialmente mulheres atletas olímpicas, 100 anos após os homens já participarem do evento. No Brasil, a seleção brasileira feminina foi oficializada após 74 anos da seleção masculina.
Além disso, outro problema muito alarmante são os baixos investimentos e reconhecimento das mulheres atletas. A quantidade de público, transmissões de jogos em televisão e do salário do gênero masculino pro feminino é drasticamente diferente. Em uma reportagem no jornal “Nexo”, mostra que em 2017, uma partida de jogo feminino vendeu em média 420 ingressos, dando um prejuízo de 5.300 reais. Já um jogo masculino, teve em média 15.293 espectadores.
No reconhecimento, as mulheres também saem perdendo. A jogadora Marta superou o “rei” Pelé, chegando em 2015, na margem de 98 gols a camiseta da seleção, enquanto Pelé fez 95, e mesmo assim, Marta ainda é pouco reconhecida e valorizada em comparação a Pelé, que recebe até o apelido de rei.
Portanto, para a valorização do esperto feminino de fato ocorrer, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que os brasileiros reconheçam mais as atletas mulheres. As emissoras de televisão devem ajudar, transmitindo partidas de futebol, vôlei, entre outras modalidades em horários que geralmente são voltados para os homens e também transmitirem em suas redes sociais, como Facebook e Instagram. Para que então haja um reconhecimento digno às atletas. Assim, talvez não haja mais Tandaras perdendo seus direitos.