A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/07/2020

A ascensão do movimento feminista trouxe beneficios para diversos setores-entre eles, o esportivo.Entretanto, desigualdades existentes em todas as profissoões ainda são presentes no esporte, o que desvaloriza a presença feminina nesses ambientes.

Dentre tais desigualdades, se destaca a disparidade salárial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função.Durante a Copa de Futebol Feminino de 2019, a revista Veja publicou uma matéria apontando que o salário do jogador Neymar Jr chega a ser três vezes maior do que o da jogadora Marta.Tal diferença demonstra, além da permanencia do machismo na sociedade esportiva, a desvalorização do trabalho feminino na área.

Para mais, tal diferença no salário é, muitas vezes, justificada pela falta de patrocinadores que jogadoras e times femininos possuem, o que é visivel através de uma comparação sobre a quantidade de propagandas protagonizadas por esportistas homens e por mulheres.A falta de patrocinadores também é uma forma de desvalorizar o esporte feminino, já que, indiretamente, abre a interpretação de que mulheres no esporte não têm destaque e, por isso, não irão gerar tanto lucro quanto jogadores homens.

Assim, para valorizar o esporte feminino no Brasil, é necessário que os comites esportivos, por meio de novas normas internas, realizem medidas para garantir a igualdade salárial e o aumento de patrocinadores e investidores no esporte feminino, a fim de atingir a mesma taxa de patrocinio de times masculinos.