A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 28/07/2020

No século XVIII, instaurou-se a Declaração Universal dos Direitos Humanos, com o objetivo de organizar a sociedade de maneira igualitária. No entanto, o hodierno brasileiro foge de tal postura, uma vez que a valorização do esporte feminino ainda dispõe de debates contra a sua existência. Assim, é válido discutir o baixo nível de informação acerca da importância desse mecanismo, bem como a negligência estatal.

Em primeiro lugar, vale ressaltar a deficiência informacional das instituições de ensino. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, a escola é o mecanismo secundário de socialização. Nesse sentido, observa-se uma falha ao se tratar da disseminação da importância do esporte feminino, haja vista que as instituições educacionais não disseminam aos alunos a imperiosidade desse recurso como inclusão cidadã, o que caracteriza o déficit no setor secundário da visão do sociólogo. Dessa forma, maleficamente, os indivíduos tendem a invisibilizar essas questões, ou até mesmo, menosprezar a sua utilidade social como forma de equidade.

Ademais, o não comprometimento governamental no auxílio do esporte feminino é lastimável. Conforme a Constituição Federal, de 1988, é dever do Estado ofertar assistência de forma igualitária a todos os esportes. Entretanto, o contrário é exercido no Brasil, já que existem discrepâncias na distribuição de recursos financeiros no que concerne o gênero feminino nesse âmbito. Dessa forma, é inaceitável que aquilo que foi criado para o equilíbrio social - Estado - seja convertido em favoritismo individual.

Portanto, para amenizar o cenário do descaso para com o esporte feminino, é necessário que o Ministério da Cultura, por meio de verbas governamentais, destine equipamentos e crie espaços - Ginásios, Sedes - propícios para o desenvolvimento das esportistas, a fim de atenuar a problemática da invisibilidade dessa parcela social. Ainda cabe aos veículos midiáticos, como a televisão, em parceria com as escolas, transmitir os campeonatos femininos, a exemplo de interclasses escolares, com o objetivo de romper com o esteriótipo de incapacidade das mulheres nas modalidades. Feito isso, a sociedade se tornará mais igualitária, consoante a escritura da Declaração Universal dos Direitos Humanos.