A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 21/07/2020
No período Pré-histórico, a mulher ficava encarregada de cuidar do lar, enquanto o homem caçava. Com o passar dos anos, o ser humano, em sua constante evolução, já não necessitava tanto da caça, podendo se aprimorar em outros setores. Porém, com a mulher foi diferente, pois, até pouco tempo, sua obrigação era ainda cuidar da casa e dos filhos. No Brasil, hodiernamente, verifica-se que, mesmo com suas conquistas, a população feminina se encontra muito desigualada em relação ao homem, já que o esporte praticado por elas não e valorizado na mesma proporção. Essa problemática persiste intrinsecamente ligada a realidade do país, seja por conta da falta de representatividade na legislação, seja pela ignorância da população.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, é possível perceber que esse ideal não é bem empregado, principalmente quando se fala da falta de representatividade feminina na política relacionada ao esporte e leis sólidas de integração que igualem a visibilidade de ambos os sexos, sobretudo no futebol.
Outrossim, destaca-se a desinformação como impulsionador do problema. Constantemente, pode-se se observar na televisão, muitos jogos de futebol masculino sendo priorizados, e o feminino deixado como segunda opção. Isso ocorre pela falta interesse de muitos espectadores em conhecer mais sobre o esporte com mulheres, por justamente acreditarem que não foi feito para elas. Esse fator demonstra o quão necessário é a apresentação de uma programação informativa, afim de quebrar estigmas retrógrados da sociedade.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a formação de um país igualitário nos esportes. Destarte, os legisladores devem sancionar uma lei que integre a visibilidade feminina, promovendo competições abrangentes por todo o país. Assim como na alegoria da caverna de Platão, é preciso se desprender de certos tabus para que não se viva na realidade das sombras. Logo, a Secretária de Esportes deve, por meio da imprensa, divulgar o desporto feminino com uma frequência significativa, com o objetivo de torná-lo mais comum ao dia dia do brasileiro, assim como acontece com os jogos masculinos.