A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 22/07/2020
A pouca valorização do esporte feminino no brasil é um reflexo da sociedade patriarcal que se encontra presente na estrutura social do país. Um estudo feito pelo IBGE nos revela que as mulheres ganham em média 20,5% menos que os homens. No esporte a diferença é ainda mais discrepante.
Além da desigualdade salarial, há grandes disparidades em questões como estrutura, visibilidade, patrocínio, etc. Um exemplo disso é a seleção feminina de handebol, que tem muito mais sucesso desportivo em relação a equipe masculina, porém, hoje elas tem muito mais dificuldade de se manter na modalidade do que os homens.
Podemos entrar também no mérito individual, onde, Marta, jogadora e maior artilheira da história da Seleção Brasileira de futebol feminino e eleita 6 vezes a melhor jogadora do planeta, dispõe de muito menos visibilidade e patrocínios em relação ao também jogador de futebol, Neymar, que tem de maneira geral, estatísticas inferiores em relação a rainha do futebol.
Para exemplificar bem essa diferença, pesquisas mostram que apenas 1% de investimento são para equipes de mulheres, o que acarreta em diversas dificuldades para se manter um projeto a longo prazo. O fato de a maioria dos investidores serem homens, também nos indica que ainda existe um certo tipo de preconceito em apoiar mulheres que não se dedicam apenas a atividades domésticas.
Para garantir uma maior valorização das modalidades femininas no país, é necessário que, primeiramente, o Governo Federal, ofereça incentivos fiscais à empresas de iniciativa privada que investirem em equipes femininas e promover campanhas para aumentar a divulgação das modalidades. Gerando assim, uma maior inserção tanto de investidores quanto de público.