A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

Billie Jean King foi uma atleta dos anos 70 que buscou reconhecimento para mulheres tenistas tendo em vista salários iguais e mais visibilidade que foi alcançado após toda sua luta. Por existir poucas pessoas como King atualmente, mulheres encontram grandes barreiras para que haja valorização do esporte feminino, pois há falta de investimentos igualitários e cultura de supervalorização do esporte masculino. Antes de mais nada, a falta de investimentos na carreira de jovens esportistas e atletas é um fator determinante ao agravamento do problema. É nítido que há grande diferença no salário de homens e mulheres, uma pesquisa feita pelo Estadão que assegura essa afirmativa é que homens ganham 118% a mais que mulheres. Como resultado disso, mulheres não se sentem confortáveis em investir em uma perspectiva de carreira nos jogos, diminuindo a participação em competições profissionais. Outrossim, que atenua para o acréscimo do problema é a cultura de massa que supervaloriza a transmissão e investimentos de jogos masculinos. A teoria explicada por Adorno e Horkheimer que reconhece essa realidade, onde a qualidade é diminuída para perpetuar padrões sem qualidade para agradar a grande massa, assim quanto mais a mídia influencia apenas a valorização de atletas homens, menos mulheres são reconhecidas por jogar o mesmo esporte desvalorizando grandes talentos. Em suma, a desvalorização do esporte feminino é um obstáculo que deve ser combatido. Por conseguinte, cabe a mídia fazer propagandas e transmissões de jogos femininos para que a grande massa de seus telespectadores tenha acesso à essa cultura, dessa forma seriam valorizadas e visibilizadas. Além disso, é necessário que o poder legislativo crie leis que assegure a igualdade salarial no esporte aparando mulheres que possam ser lesadas por clubes, com intuito de minimizar essa disparidade. Feito isso, a sociedade brasileira poderá reduzir a desvalorização do esporte de mulheres.