A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/07/2020
A valorização do esporte feminino é, além de uma necessidade gerado pelo homem, uma preocupação para todas as gerações, pois conforme o tempo passa, mais a sociedade necessita de planejamento e de competência quanto à dignidade esportiva feminina. Nesse contexto, em especial no Brasil, essa temática ganha contornos de esperança, tendo em mente que, nos últimos anos, segundo a Rede Globo, o índice de aceitação midiática junto ao público televisivo no país foi acima de 58% e o de rejeição foi abaixo de 3%. Diante dessa realidade promissora, é preciso recalcular os ínfimos investimentos direcionados às equipes e às atletas femininas deste início de terceiro milênio, no sentido de equiparação financeira destinada ao esporte masculino, senão, o futuro do esporte feminino estará seriamente comprometido.
Em princípio, quando se leva em conta, por exemplo, que o país sustenta, atualmente, de acordo com a revista BandSport, o status de sexto no ranking de enfrentamento da desigualdade financeira esportiva entre homens e mulheres, torna-se perceptível a gravidade do caso. Isso porque, embora a aceitação do espetáculo seja grande pelo público consumidor, os valores patrocinados ao esporte feminino são insignificantes quando comparados ao masculino. A consequência disso e a degradação econômica e esportiva de clubes e atletas, no que tange o psicossocial feminino. Tudo isso atrelado à ausência de políticas públicas descompromissadas com o desenvolvimento sustentável socioesportivo.
Nesse aspecto, a efetividade da valorização esportiva feminina é impossibilitada em razão da escassez de investimentos financeiros, mesmo com um grande consumo desse produto televisivo pelo público brasileiro. Nessa lógica, as atletas vivem em um meio machista e preconceituoso, e o pior é o paradoxal cenário, no qual são submetidas à exploração e aos maus-tratos sociais, como mercadoria barata, fato ratificado nas palavras da jogadora de futebol feminino dos EUA Carli Lloyd, segundo a qual “o fato de as mulheres serem financeiramente destratadas não é novidade, infelizmente. Isso acontece em todas as áreas”, pois é explícita a pacificidade social frente à vulnerabilidade esportiva feminina.
Diante desse cenário desproporcional enfrentado há tempos no país, urge a tomada de medidas incisivas, para se reverter esse quadro de iminente submissão. Para tal, as autoridades competentes como, por exemplo, o Ministério dos Esportes precisam implementar políticas de regulamentação, de fiscalização e de execução das normas atinentes à prática esportiva feminina, com o desenvolvimento de programas de auxílio fiscal às empresas patrocinadoras. Além disso, cabe à mídia trabalhar o comportamento do cidadão em relação ao machismo e ao preconceito, aumentando-se o índice de aceitação esportivo feminino. Dessa forma, a luta a favor da valorização do esporte feminino perpetuará