A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 27/07/2020

Na Grécia antiga, as mulheres eram coibidas de participar ou assistir os jogos esportivos atenienses com a justificativa de que eram fisiologicamente inferiores e deveriam se dedicar aos afazeres domésticos. Atualmente, no mundo contemporâneo, a participação feminina aos esportes tiveram significativo aumento. No entanto, ainda é presenciada a falta de valorização,ora consumada pelo machismo, ora pela carência de incentivo nas escolas.

Em primeiro lugar, a limitação ao ingresso das mulheres aos esporte se dá pela estrutura  machista hierarquizada instituída pelos homens. Logo, seguindo a lógica marxista, o conceito de ideologia, ideia falsa, infere-se sobre essa questão - o grupo dominador, contemplado pelos homens, dita costumes e regras, que a primeira vista parecem universais, mas só satisfazem os seus próprios interesses; e o grupo dos dominados, no caso às mulheres, que são alienadas pelos conceitos idealizados pelo público masculino e deixam suas perspectivas de lado. Dessa maneira, a inclusão feminina é regida por muitos preconceitos e limitações, haja vista por serem tratadas como inferiores e, portanto, não são instruídas a prática de esportes e a supressão de patrocínios, desmotivando a atuação das mesmas.

Em segundo lugar,no meio acadêmico não são ofertadas as mesmas oportunidades para ás meninas em comparação com a realidade dos meninos. Por conseguinte,a participação das garotas na disciplina de educação física, em muitos casos, não é obrigatória, mesmo sendo um direito adquirido. Portanto, os professores da área priorizam times formados por garotos, por exemplo. Ademais, o filme “Ela é cara” exemplifica essa situação. A personagem Viola, após o time de futebol feminino da sua escola ser cancelado pelo seu professor machista, se infiltra na escola de seu irmão, passando-se por ele, a fim de jogar futebol no time masculino e demonstrar que suas habilidades são iguais ou superiores a deles.

Portanto, a realidade do esporte feminino brasileiro está muito longe de ser ideal, apesar de todos os avanços conquistados pelas mulheres. A partir disso, o governo precisa investir nas atividades desportivas, como em competições esportivas femininas em escolas e palestras que incentivem a inclusão feminina nessas áreas desde criança, com a finalidade de apoiar, mas também descobrir talentos e enfatizar que o esporte não tem gênero. Como ainda, pais e responsáveis precisam quebrar paradigmas machistas que ditam que as garotas precisam se concentrar somente com o cuidado de suas casas.

Por fim, como assegurado na Constituição brasileira, todos são iguais e, por isso desfrutam dos mesmos direitos e deveres.