A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 22/07/2020
Para os gregos antigos, apenas os cidadãos- homens, maiores de 21 anos e livres- tinham direito à vida pública, assim como, participar e assistir a eventos esportivos. Portanto, como as mulheres não desempenhavam essa função, sua participação aos jogos era vetada. Embora, a distância temporal entre o período mencionado e o atual seja longa, é preciso destacar a presença da desvalorização do esporte feminino e o preconceito estrutural dentro da sociedade. Logo, é evidente a importância de discutir e reivindicar uma valorização associada ao crescimento desse ramo esportivo no Brasil.
De acordo com a conjuntura da Antiguidade Clássica, as mulheres eram vistas como inferiores e deveriam realizar apenas trabalho doméstico e procriarem. Entretanto, essa desvalorização enraizou-se na sociedade ocidental, principalmente brasileira, restringindo o esporte feminino até 1900, ano em que houve a primeira participação de mulheres nas olimpíadas. Ainda que restrito, o avanço foi significativo para o futuro da profissão. Ademais, pode-se analisar também, a posição da Confederação de Futebol, que exige legal e formalmente a criação e a valorização das bases femininas de futebol dentro dos campeonatos.
Em virtude de uma estrutura patriarcal que remonta aos tempos antigos, ainda hoje, evidencia-se que o preconceito aos esportes femininos não diminuem. Ainda que a mídia tenha começado a divulgar e televisionar com maior frequência, as pessoas não estão conscientizadas o suficiente para dar audiência. Fato este, analisado pela pesquisa nacional da Rede Globo, que apresentou dados que comprovam um público três vezes menor quando comparado ao futebol masculino.
Diante disso, ao mesmo tempo em que cresceu a participação feminina nos esportes, persiste o enraizamento da visão masculina patriarcal. Com o propósito de conscientizar as pessoas da importância das mulheres no mundo do esportivo, é preciso investir em campanhas publicitárias que deem voz às damas e convoquem todos a acompanhar suas atuações. Além disso, o investimento monetário pode ser aplicado tanto nas emissoras televisivas, para que transmitam aos jogos, quanto aos clubes, para que criem tentáculos em todas as modalidades. Tudo isso deve ser feito pelas organizações esportivas, associadas ao Governo federal e o ministério da cultura, esporte e lazer. Somente assim será possível dar maior visibilidade e valorização, diferentemente da Grécia Antiga.