A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 22/07/2020
Sociedade desigual
Karl Marx, em sua obra “Manifesto Comunista”, abre o primeiro capítulo com a alegação de que toda mudança histórica acontece como resultado de um conflito constante na sociedade. Nesse sentido, a partir de movimentos feministas, em 1900 ocorreu a primeira participação da mulher no esporte. No contexto brasileiro, não obstante, a mídia negligencia a inclusão do esporte feminino, bem como o preconceito enraizado da sociedade que dificulta a inserção. Destarte, é imprescindível buscar a liberdade daquelas que lutam por igualdade no desporto.
Sob essa conjuntura, é de se levar em consideração que, na contemporaneidade, o esporte feminino é desvalorizado, haja vista sua baixa visibilidade. Diante disso, embora a participação das mulheres em diversas modalidades esportivas esteja em ascensão, o esporte praticado por homens esteve sempre em destaque em qualquer mídia e sites de comunicação. Dessa forma, é preciso erradicar a segregação imposta à elas e valorizar igualitariamente os gêneros no esporte, pois todo cidadão de uma sociedade democrática possuem os mesmos diretos, como descrito pelo filósofo São Tomás de Aquino.
Além disso, por conta do preconceito enraizado da sociedade, muitas mulheres abdicam do sonho de ser uma esportista. Isso se deve, sobretudo, ao machismo e pelo título de “sexo frágil” que elas carregam erroneamente desde a antiguidade. Ademais, o fato de o conservadorismo de gerações passadas ser persistente, pode ser explicado por um dos conceitos filosóficos de Francis Bacon, que declara o comportamento humano como contagioso. Como visto, o esporte feminino no Brasil só será valorizado quando a população parar de reproduzir os costumes do passado. Lê-se, pois, é paradoxal que, em um Estado Democrático, ainda haja o ferimento de um direito previsto constitucionalmente: o direito à igualdade de gênero.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade em valorizar o esporte feminino no Brasil. Nesse contexto, o Poder Judiciário em parceria com o Código penal Brasileiro, deve criar leis afim de igualar o homem e a mulher no âmbito esportivo, além de garantir que ambos tenham o mesmo lucro e número de patrocínios. Outrossim, é dever do educador e da comunidade escolar ajudar o ser humano desde a infância para que o machismo não evolua, por meio de organizações de oficinas de debates nas escolas voltadas à igualdade de gênero. Tais iniciativas levaria à valorização das mulheres no esporte e a igualdade social. Assim, viver sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino.