A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 01/08/2020

No filme ‘‘Menina de Ouro’’, a personagem Maggie Fitzgerald, que sonha em ser lutadora de boxe, enfrenta desigualdade de gênero pois, o proprietário da academia rejeita treiná-la por ser mulher. Nesse contexto, como consequência de uma cultura patriarcal que está arraigado no país, o esporte feminino não é valorizado no Brasil. Logo, faz-se pertinente debater acerca dessa problemática.

Ademais, é válido ressaltar que, na Era Vargas, as mulheres foram proibidas de jogarem futebol, - pelo Decreto-lei 3199, que perdurou por 38 anos- devido a sua essência feminina. Isso ocorreu porque, sua imagem sempre fora relacionada à maternidade e a fragilidade física, fato que ainda reflete na sociedade atual, acarretando na desigualdade esportiva. Além disso, de acordo com o filósofo Albert Einstein, ‘‘é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito’’. Diante dessa perspectiva, evidencia-se, portanto, imprescindível que haja meios de inclusão da mulher no esporte.

Outrossim, outro fato que torna-se relevante é a negligência da mídia em relação ao esporte feminino. Apenas no ano de 2019, foi transmitido, pela primeira vez em Rede Nacional de televisão, a Copa Mundial feminina de futebol e, além disso, diversos outros campeonatos esportivos femininos não são transmitidos à população. E também, informações sobre suas vitórias e conquistas, sobretudo na publicidade, não são divulgadas. Desse modo, a falta de visibilidade de esporte praticado por mulheres afeta diretamente no seu reconhecimento.

O papel do esporte feminino é, portanto, fundamental para a formação de uma sociedade justa e igualitária. Destarte, cabe ao Estado, em conjunto com o Ministério da Educação, Esporte e Cultura, criar projetos que amplifiquem a participação da mulher nos meios esportivos e, também, através de ferramentas midiáticas proporcionar visibilidade a essa minoria. Assim, assegura-se a importância da valorização do esporte feminino no Brasil.