A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/07/2020

Ao analisar o atual cenário de desigualdade de gênero no Brasil, é perceptível sua presença em diversos campos as dificuldades para garantir a inclusão da mulher no esporte é apenas mais uma área onde o machismo persiste e possui raízes históricas. Assim, a correção dessa problemática envolve toda a sociedade na preservação dos direitos garantidos pela constituição Brasileira.

É fundamental pontuar, de inicio, que desde o nascimento há uma distinção na educação direcionada as mulheres. A criação desigual, fruto do machismo, já prepara as meninas para as atividades domésticas e para o futuro cuidado com os filhos. Já aos meninos é ensinado que ele precisa exercer atividades que demonstrem sua força e poder. Essa distinção educacional pode ser observada desde a Grécia antiga, em que as mulheres não eram consideradas cidadãs e aos homens cabia toda a demonstração de força, por meio dos esportes. Dessa forma ainda hoje é um tabu pouco discutido as mulheres exercerem atividades histórica e culturalmente “para homens”.

As mulheres no esporte sofrem diretamente com o machismo enraizado na nossa sociedade. O espaço fornecido pela mídia para os eventos femininos chega ser irrisório em vários canais esportivos de televisão. Exemplo disso foi a copa do mundo de futebol feminino que aconteceu em 2015, no Canadá, pouco divulgada nos meios de comunicação e desconhecida por grande parte da população.

Torna-se evidente, portanto, que, para inclusão da mulher no esporte ser efetiva, é necessário o rompimento de barreiras sociais. É dever do Ministério dos esportes aumentar os investimentos na área feminina e criar campanhas publicitárias para acabar com o tabu. Ademais, cabe às emissoras de TV veicular mais informações sobre a mulher no esporte e as conquistas alcançadas por elas. Por fim, cabe às escolas estimular a prática de esportes pelas meninas. Somente assim será possível respeitar a constituição Brasileira e esquecer o passado de injustiças.