A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 23/07/2020

“Ó Pátria amada. Idolatrada. Salve! Salve!”. Esses são alguns versos do “Hino Nacional Brasileiro”, que enaltecem o amor a pátria. Porém, quando o assunto é a mulher como símbolo do esporte brasileiro, o que se vê são cenas de desigualdade, preconceito e discriminação. Dessa forma, vê se que esse cenário, motivado por um conservadorismo centenário e, também, pelo machismo presente na sociedade contemporânea, representa uma adversidade persistente no aspecto contemporâneo do Brasil.

Em primeira instância, é fulcral salientar que o sociólogo Émille Durkheim afirma, em seus inúmeros estudos, que o poder público se responsabiliza pelo gerenciamento das questões que envolvam a coletividade estabelecendo, por conseguinte, o bem-estar social. Entretanto, a perspectiva adotada pelo estudioso manteve-se no plano teórico, em virtude do descaso governamental em viabilizar investimentos, aptos a promoverem melhorias no incentivo ao esporte feminino. Diante disso, tornou-se comum mulheres serem desrespeitadas e desvalorizadas nas atividades físicas, sendo consideradas fracas e incapazes. Sendo assim, torna-se frequente a divulgação de notícias nas redes sociais que relatam acerca da violência física e moral sofrida por tais mulheres.

Ademais, é perceptível que o preconceito com mulheres que pertencem ao âmbito esportista existe desde outras épocas. Como dizia Albert Einstein, “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Dessa forma, pode-se perceber que tal prejulgamento foi - e ainda é - transmitido por gerações, o que evidencia a banalização deste problema. Assim, a filósofa judia Hannah Arendt, em sua teoria “banalidade do mal”, defende que o comportamento xenófobo ou preconceituoso passa a  ser realizado inconscientemente quando os indivíduos normalizam tal situação, o que pode ser comparado com a questão da discriminação das atletas.

Por fim, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando-se em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao Governo Federal - órgão responsável pelo bem-estar da população - elaborar um plano nacional de incentivo à participação feminina nos esportes, de modo a instituir ações como criar programas e projetos práticos que visem englobar, cada vez mais, as mulheres no esporte nacional. Isso pode ser feito por meio de uma associação entre prefeituras municipais, governadores e entidades federais - haja vista esse fenômeno envolver todos os âmbitos administrativos - que realize periódicos eventos como competições e treinos especializados, mediados por profissionais da área. Dessa forma, os cidadãos do país terão seus direitos mais resguardados e respeitados. Assim, essa importante questão pode ser solucionada.