A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 24/07/2020
Na Grécia antiga, todas as modalidades esportivas eram compostas apenas por times masculinos. Isso se deu por uma idealização do sexo feminino, na qual era considerado como um “sexo frágil”, em que se acreditava que as mulheres não possuíam condições físicas para praticarem esportes. Na contemporaneidade, tal exclusão não ocorre mais, porém há grandes dificuldades para garantir a valorização do esporte feminino no Brasil. Desse modo, essa situação deve ser analisada em seus aspectos históricos e sociais.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar os fatores que levam a essa desvalorização. Certamente, um entrave é a cultura patriarcal, a qual ainda persiste na sociedade. Esse sistema desenvolveu uma sexualidade desfavorável a mulher, em que há uma dominação masculina como base de tudo, até mesmo nas práticas esportivas. No Brasil, já existiu diversas leis que proibiam a inserção da mulher no esporte, como por exemplo, a proibição do judô e do futebol, durante o período de ditadura militar. Consequentemente, esses fatores estão ligados diretamente com o patriarcado.
Outro desafio enfrentado pelas atletas femininas é a desvalorização e a desigualdade em relação ao seu gênero, tanto no âmbito social, quanto no âmbito salarial. De acordo com o artigo 5 da Constituição F,ederal, promulgada em 1988, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. No entanto, essa igualdade não é de fato garantida, visto que o salário e o reconhecimento das atletas femininas são muito mais inferiores e mais baixos, em comparação com os dos atletas masculinos. Dessa forma, fica evidente que os direitos da constituição são assegurados apenas no papel, configurando de maneira análoga com o livro Cidadão de Papel, do autor Gilberto Dimenstein.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso é preciso que a Mídia desconstrua esse estereótipo do sexo feminino fragilizado, imposto pelo modelo patriarcal. Isso deve ser feito por meio dos canais midiáticos, como as redes sociais e rede televisivas para que não haja preconceito e desvalorização acerca do esporte feminino no Brasil. Além disso, é preciso que o Poder Público juntamente com o Ministério da Cidadania invistam nas práticas esportivas femininas, para que ganhem maior visibilidade e patrocínio, através dos jogos e campeonatos. Desse modo, o esporte feminino irá se tornar mais valorizado, democrático e romperá com todas as barreiras impostas pelo por esse sistema patriarcal.