A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 23/07/2020
Desde os tempos antigos o sexo feminino foi excluído de forma absurda das mais diversas áreas sendo limitado apenas à tarefas domésticas. Tal situação é tão alarmante que até o ano de 1983, mulheres no Brasil eram proibidas de jogar futebol por conta do projeto de lei 3199 de abril de 1941. Felizmente com a crescente força dos movimentos feministas, esse cenário sofreu diversas mudanças com as mulheres ganhando cada vez mais espaço e voz na sociedade. No entanto, o preconceito e o machismo ainda são muito presentes no meio esportivo e uma forma de acabar com estes, é na valorização do esporte feminino.
Esta problemática é mais antiga do que se pensa, sendo causada por estrutura machista da sociedade que ser perpetuou por séculos e permanece forte até os dias atuais. É possível observar os efeitos dessa questão em situações cotidianas como crianças não deixando sua amiga jogar basquete pois é um " jogo de menino". Pode-se observar também em situações de proporções muito maiores como o fato do salário de Marta da Silva, atacante, da Seleção Brasileira, ser de 400 mil dólares e o de Neymar Jr, que também é atacante, ser de 36 milhões de dólares, mais de 50 vezes o salário de Marta. Tal informação mostra o quão crítica ainda é a situação da mulher na sociedade.
Se a luta contra esse tipo de injustiça não continuar ou simplesmente perder sua intensidade, a perspectiva para o futuro é de que cada vez menos mulheres no esporte ganhem fama e assim aumentando o preconceito da sociedade. Inúmeros talentos, sonhos, paixões, desperdiçados por conta de uma cultura estúpida que marginaliza um ser humano por simplesmente ser quem é. Felizmente os movimentos que reivindicam direitos iguais estão mais poderosos atualmente o que traz umas perspectiva boa para o futuro do esporte feminino.
Para que esta situação seja solucionada, a mídia tem um papel fundamental ao divulgar os eventos esportivos femininos como foi feito no ano de 2019 com a Copa do Mundo de Futebol Feminino. A divulgação nos principais meios de comunicação fortalece o movimento e confere mais credibilidade. Outra proposta é enaltecer as heroínas do esporte que lutaram para ganhar seu devido espaço neste meio, como é o caso de Maria Lenk, a primeira brasileira a participar de uma Olimpíada. Devido aos fatos expostos, fica evidente a importância da valorização do esporte feminino pois é uma peça chave na luta contra o machismo e a ignorância.