A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 26/07/2020

Desigualdade de gênero no esporte

Em 2019, o esporte feminino obteve uma grande vitória: a Confederação Brasileira de Futebol decretou que todos os times masculinos que estivessem na série A deveriam ter os femininos no mesmo campeonato. Apesar disso, a disparidade entre os gêneros nesse quesito ainda é grande. Isso porque devido à falta de investimento e incentivo do governo e à falta de apoio da sociedade, as mulheres ainda são excluídas significativamente do esporte.

Primeiramente, a ausência de apoio de familiar e da sociedade desmotiva completamente as garotas a seguirem uma carreira esportiva, em razão de ainda existirem traços significantes de machismo. Tal tipo de pensamento influencia as pessoas a olharem de forma preconceituosa ao esporte feminino e não lhe dar a devida importância, como, do contrário, ocorre com o masculino. Como consequência, a vontade de praticar esportes e até se tornarem profissionais é deixada de lado – prova disso está descrito no relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no qual diz que a prática de exercícios físicos por mulheres no Brasil é 40% inferior aos homens. Ademais, há o desestimulo do investimento na área e a perpetuação a desigualdade de gênero.

Outro ponto a se discutir é a falta de comprometimento do Estado para que esse cenário mude, pois grande parte dos recursos destinados ao esporte é utilizada apenas nas modalidades masculinas. Um exemplo disso ocorreu em 2016 na cidade de Campinas, em que 84% das pessoas matriculadas a atividades esportivas patrocinadas pela verba pública eram meninos. Ora, por causa dessa diferenciação de investimento em cada gênero, muitas meninas desistem por não terem assistência.       Em virtude dos argumentos apresentados, sabe-se que tal situação necessita de mudanças. Para isso, o Ministério da Educação deve, através da aprovação do Congresso Nacional, implantar uma lei em que todas as escolas, públicas e privadas, ofereçam esportes diversos como matéria extracurricular obrigatória para ambos os sexos, a fim de incentivar as meninas a participarem. Ademais, deve criar programas que profissionalize as garotas (principalmente de baixa renda) na área desportiva. Desse modo, com mais mulheres participando e se tornando esportistas profissionais, haverá maior investimento e a igualdade de gênero será alcançada nesse sentido.