A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 24/07/2020
A mulher luta por igualdade e espaço em diversas áreas há muito tempo. Cada conquista são como degraus de uma grande escada, que a cada degrau alcançado é necessário que continue a alcançar o próximo. Historicamente, a mulher foi vista como inferior, sua opinião não importava, sua existência era para servir o marido e cuidar da casa e ter filhos. Conquistaram o direitos básicos: estudar, votar, trabalhar, e também o de competir em esportes ditos masculinos. Algumas privações eram formalizadas por Leis e Decretos, como por exemplo: a proibição de votar e de competir em determinados esportes.
Há uma afirmação bem conhecida: “Lugar de mulher é onde ela quiser”. E, se ela quiser ser uma jogadora de futebol, basquete, volei ou qualquer outro esporte ela pode e esse direito deve ser respeitado e ofertado condições para que seja exercido. Mulheres já não aceitam o rótulo de sexo frágil, são decididas, persistentes e batalhadoras. Os dados mostram que sua participação nos jogos olímpicos aumentaram: em 1960 do total de competidores 11% eram mulheres, já em 2016 45% eram mulheres. Evoluir 34% em um pouco mais que meio século (56 anos) é uma conquista a passos lentos, mas como mencionado acima as conquistas no universo feminino são de degrau em degrau.
No universo do futebol masculino é movimentado valores milionários em salários, patrocínios e transferência de jogadores entre os clubes. No entanto, o futebol feminino gera mais prejuízo do que lucros, afirmam os especialistas. As atletas possuem salários muito menores e encontram dificuldade em conseguir patrocínio, o que resulta muitas vezes em dificuldade em dedicar-se exclusivamente ao esporte. Salários menores em cargos iguais é uma realidade conhecida pelas mulheres.
É necessário que as mulheres continuem a batalhar pela igualdade de gênero e direitos. A solução para a igualdade no futebol, não esta somente dentro do futebol. A mulher precisa de representatividade e igualdade também em cargos políticos, área em que são minoria, apesar de serem a maioria do eleitorado. Não só se fazer presente em grandes cargos políticos, como também em grandes cargos em instituições privadas e, em órgãos organizadores de esportes (FIFA, CONMEBOL, Diretorias de Clubes). E tendo representatividade, ou seja, mulheres argumentando e ocupando grandes cargos, outras mulheres terão a oportunidade de estarem onde quiserem, seja no futebol ou em qualquer outra categoria de esporte ou em outra profissão.
O preconceito relacionado ao gênero também precisa ser desmitificado nas escolas, que devem inserir o tema no dia a dia desde as primeiras séries de ensino e também promovendo ampla discussão para compreensão e esclarecimento das séries de alunos maiores. E, já nas escolas mostrar a meninos e meninas que lugar de mulher e homem são onde quiserem pois são seres iguais.