A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 30/07/2020

Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções do polaco, a postura de muitos brasileiros frente ao cenário de desvalorização do esporte feminino é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a precisão, de discutir sobre essa temática, seja pela desigualdade de tratamento concernentes às cidadãs ao longo da história ou pela crescente necessidade de reeducação da população nessa questão.

Primeiramente, é importante relembrar que a mulher, historicamente, sempre enfrentou desafios em relação ao reconhecimento de seus direitos. A exemplo do voto feminino, sendo este, somente conquistado em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, contudo, com algumas restrições - no caso das casadas, apenas se os maridos autorizassem a atividade eleitoral. Nesse contexto, nota-se que existe uma desconfiança da capacidade destas exercerem plenamente as mesmas funções praticadas pelos homens. De modo que essa dúvida atinge também os campeonatos. Dessa forma, as equipes deste gênero carecem de reconhecimento, patrocínio e visibilidade.

Diante disso, é imprescindível uma reforma educacional popular, para alterar esse panorama de preconceito e desconsideração com esse grupo. De maneira consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Existe, dessarte, a possibilidade de combater ao machismo estrutural e de promoção da inclusão das mulheres por meio da expansão do conhecimento dos brasileiros.

Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolução desse quadro. Assim, cabe ao Ministério da Cidadania, em parceria com Instituições Esportistas, promover políticas públicas que corroborem maior inserção do sexo feminino nesse meio. Por intermédio da criação de campanhas às quais orientem os indivíduos quanto às injustiças e exclusões nos jogos, a que estão submetidas essa parcela da nação - utilizando: cartilhas, folhetos, palestras, entre outros. Visando, por conseguinte, a diminuição da segregação no âmbito do desporte profissional feminino.