A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 29/07/2020
“Deixe a mulher compartilhar dos direitos e ela emulará as virtudes do homem”. O pensamento da escritora inglesa Mary Wollstonecraft mostra a diferença entre os direitos existentes entre os gêneros. Na sociedade essa diferença se aplica em diversas áreas, entre elas, o esporte. Isso se deve, ao baixo investimento e incentivo ao esporte feminino e a cultura machista que traz esteriótipos relacionados as mulheres.
Em primeira análise, existe um baixo incentivo ao esporte feminino no Brasil. Baixos salários, poucos campeonato, pouca divulgação, são alguns dos fatores que trazem dificuldades para o crescimento do esporte feminino. Segundo a revista France Football, o maior salário do futebil feminino é equivalente aos salários dos jogadores medianos do Campeonato Brasileiro Masculino. Assim, é criado um cenário de desmotivação das próximas gerações do esporte.
Em segunda análise, a cultura machista existente na sociedade faz com que o esporte seja menos difundido entre as crianças do sexo feminino. Segundo a Agência Brasi, 41,6% dos homens começam a praticar esportes entre os 6 e os 10 anos, enquanto, as mulheres, o percentual cai para 29,7%. Assim, é criado um esteriótipo sobre o sexo feminino que retarda a evolução do gênero no meio esportivo.
Infere-se, portanto, que a desvalorização do esporte feminino se deve a cultura machista que cria esteriótipos e ao baixo investimento e incentivo. Desse modo, cabe ao Governo Federal o investimento no esporte feminino, por meio da criação de projetos de apoio ao esporte feminino na infância e adolescência, a fim de aumentar as categorias de base do esporte, visto que muitas modalidades no Brasil não possuem uma assistência que visa aumentar a visibilidade e sua prática pelas mulheres. Assim, estando mais próximo de alcançar o pensamento de Mary Wollstonecraft.