A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 24/07/2020

Para a  filósofa Hipátia, é preciso analisar as circunstâncias que estão ao redor, para entender melhor, o que há mais além. Assim, a sociedade deve agir para valorizar a participação feminina no esporte, entretanto, a postura atual implica o ideal filosófico outrora formulado. É paradoxal, porque, em pleno século XXI -dito como evoluído-, a mentalidade coletiva seja influenciada até hoje por princípios construídos em outros períodos históricos, causando a desigualdade entre homens e mulheres na área esportiva.

Convém ressaltar, inicialmente, que o problema provém, em muito, das ideias formuladas no passado. Nesse viés, partindo do princípio de que na Primeira Revolução Industrial  já era  uma garantia o salário inferior para as mulheres, na atualidade a posição feminina no esporte representa um reflexo a esse pressuposto. Logo, a preservação de ideologias arcaicas contribui para a problemática que, sem finalidade lógica, é responsável por injustiças como o caso da jogadora Marta, a qual sequer ganha 1% da renda capital do Neymar em um mês, mesmo sendo a maior futebolista feminina brasileira.

De forma consequente, a conservação dessas convicções influencia no comportamento da coletividade. Em vista disso, observa-se que o machismo costuma ser inserido de maneira determinante nos esportes por parte do corpo civil. Essa tese pode ser comprovada pelo fato de esportes femininos serem raramente transmitidos em televisão aberta, principalmente quando trata-se de futebol e basquete. No entanto, conforme a filosofia iluminista, mudanças são sempre viáveis, se todos unirem-se para resolver o problema dessa parcela social. Portanto, faz-se essencial que o pensamento social mude, pois, assim os cidadãos enxergarão razões para ir à luta, em virtude de solucionar esse problema.

Infere-se, então, que diante dos desafios supracitados, torna-se fundamental tomar medidas para mitigá-los. Nessa esfera, o Ministério da Educação e Cultura, por meio das mídias digitais e televisas para facilitar a execução, deve criar projetos socioculturais como longas-metragens, propagandas, palestras e debates, com o objetivo do informar os indivíduos sobre a importância da valorização da mulher no esporte, além de atenuar o machismo. Também, ainda cabe o Poder Executivo assegurar-se que tais planos estejam sendo bem executados em todo território, a fim de que o maior número de pessoas -por conseguinte- corrobore para realce da figura esportiva feminina. Com essas ações, o ideal de Hipátia possa tornar-se uma realidade.