A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/07/2020

São Tomás de Aquino defende que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a questão da valorização do esporte feminino no Brasil contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no país, o corre um inexpressivo apreço por esportes quando são praticados por mulheres. Nesse sentido, nota-se que a desvalorização do esporte feminino é um grave problema no Brasil, devido, não só aos costumes patriarcalistas enraizados na sociedade, mas, também ao baixo investimento que recebe.

Vale ressaltar, a princípio, que a mulher foi vista por muito tempo, exclusivamente, como dona do lar e cuidadora dos filhos, motivos como esses fez com que a figura feminina ganhasse o estereótipo de pessoa frágil e delicada. O que é um engano irracional, pois já existem muitas provas de que a mulher é tão capaz de realizar atividades que a priori era para homem, por exemplo, liderar uma guerra como fez Joana D’arc. Com isso, percebe-se que não é a fragilidade das mulheres que impedem elas de serem bem sucedidas no esporte, porém sim o sistema opressor do patriarcado que tenta, de todas as formas, limitar as diversas habilidades femininas ao obriga-las a seguirem costumes de séculos passados.

Além disso, o apoio a qualquer esporte, que não seja o futebol masculino, é muito baixo no Brasil, no entanto quando se compara os investimentos esportivos masculinos, com os da seleção feminina percebe-se que o patrocínio delas e quase inexistente, ao ponto do esporte favorito de muitos brasileiros, quando praticado por mulheres, infelizmente, não possui o mesmo valor e visibilidade. Situações como estas são inaceitáveis, pois o que se deve levar em consideração no momento de assistir a um jogo é se as técnicas do esporte estão sendo bem executadas, não se é praticado por homem ou mulher.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que sejam tomadas ações para resolver a desvalorização feminina no esporte. Isto posto, cabe ao governo assegurar a prática esportiva por mulheres, por meio de subsídios do Estado e incentivo fiscal aos clubes femininos que garantiram segurança financeira a elas e que quanto mais qualificarem mulheres profissionais para o esporte menos pagaram imposto, com o intuito de que isso reduza a desigualdade do acesso ao esporte entres homens e mulheres, para que assim devido a um maior investimento elas possam alcançar a visibilidade e o sucesso dentro de uma área ainda extremamente masculina.