A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 25/07/2020
Segundo a escritora norte-americana Caroline Arnold, a chave para a transformação não consiste na celeridade, mas no progresso gradual de grandes mudanças. Neste seguimento, tal pensamento, embora fundamental, não é concretizado na prática, pois no Brasil a desvalorização do esporte feminino carece de modificações, uma vez que não contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso decorre, não só pelo pouco incentivo governamental, como também pelo preconceito social neste âmbito. Dessa forma, é de extrema importância a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento do país.
Primordialmente, é essencial pontuar a omissão estatal do investimento no esporte às mulheres. De acordo com o filósofo Confúcio, o governo é bom quando promove felicidade aos que sob ele vivem, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato advém, ora por não oferecer apoio financeiro, com discrepância em relação ao futebol feminino e masculino, por exemplo; ora por pouca infraestrutura para treinamentos e transporte; medidas estas que possibilitariam maior desenvolvimento socioesportivo, mas devido a falta de disposição governamental isso não é consumado.
Ademais, é importante ressaltar a inaptidão comunitária para lidar com a mulher na área esportiva, visto que o acesso à informação de qualidade enfrenta dificuldades. Conforme o educador e filósofo John Dewey, a educação qualificada é um processo social ao desenvolvimento, ou seja, evidencia não só pela continuidade da estereotipização de inferioridade das mulheres, bem como escassa visibilidade de tais. Sendo assim, uma mudança no ensino da sociedade será imprescindível para resolver o impasse e romper a desigualdade de gênero.
Inferem-se, novas maneiras para solucionar a falta de valorização do esporte feminino. Logo, o Estado, aliado as Prefeituras municipais, por meio de capital governamental, devem promover não unicamente campanhas para educação e aprendizagem dos indivíduos acerca da compreensão do feminismo e combate ao machismo, como também programas sociais em estruturas específicas para treinamentos com a cooperação de profissionais da área esportiva, que incentivará a representatividade e visibilidade das mulheres, em prol de melhorias no apoio estatal, a fim de englobar a todos à causa e atenuar o problema, Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de Carolina Arnold.