A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 27/07/2020

A questão da desigualdade de gênero é muito antiga e vem desde o período da consolidação do ser humano como sedentário, com o desenvolvimento da agricultura. A partir disso, a terra passou a ter importância, tendo a necessidade de ser protegida. Assim, os homens, por ter força física normalmente, faziam esse trabalho, passando a exigir o comando das primeiras civilizações e subjugando as mulheres. Atualmente, isso ainda apresenta reflexos, levando a não valorização do esporte feminino no Brasil, devido a fatores históricos e culturais.

Primeiramente, há de se mencionar, para ilustrar o caráter historial do problema, o fato de que em alguns momentos da história do Brasil as mulheres terem sido proibidas de praticarem esportes, como futebol e lutas, justificando não ser de natureza feminina. O início ocorreu no Estado Novo, em 1941, durante a ditadura de Getúlio Vargas, e posteriormente durante a Ditadura Militar em 1965. Portanto, a prática feminina de esportes é recente, de alguns só em 1979, levando a sua valorização ainda estar em construção.

Segundo ponto válido de ser ressaltado é que devido até agora estar sendo consolidado o esporte feminino, ele não é um aspecto da cultura de boa parte das mulheres do Brasil. Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 40% a mais dos homens praticam atividades físicas em relação as mulheres no país, e de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) quanto mais baixo a renda maior essa diferença entre gêneros. Logo, é uma questão inserida na construção das mulheres brasileiras.

É notório, então, a desvalorização do esporte feminino tanto por homens quanto por mulheres. Apesar das melhoras graduais, isso exige mudanças sociais. Por isso, cabe aos pedagogos e professores juntamente com os professores de educação física, desde os primeiros anos das escolas, trabalharem a importância da atividade física para todos, por meio de brincadeiras e práticas de esportes, além de palestras mostrando o quanto faz bem para a saúde e como é divertido, a fim de inserir na cultura dessas crianças o valor da prática independente do gênero.