A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 25/07/2020

Durante o século XIX o esporte foi criado, ao decorrer dos anos, esse foi interpretado de diversas formas, desde ensino militar até aula de higiene pessoal. Hodiernamente, no Brasil o esporte é usado como ferramenta para exercícios físicos, porém o nicho esportivo encontra-se em segregação de gêneros, motivando uma maior valorização da participação do sexo feminino, para amenizar com esse problema. Dessa forma, entende-se que não só o distanciamento das mulheres no esporte, bem como a masculinização do mesmo, apresentam-se como favoráveis para a desvalorização do esporte feminino. Em primeiro lugar, o esporte passou e passa por uma segregação do sexo feminino. Nesse sentido, segundo os dados disponibilizados pelo site “Observatório Racial do Futebol”, ouve um crescimento de apenas 34% da participação do público feminino nos jogos olímpicos desde 1960 até 2016, porcentagem lamentável. Configura-se, portanto, como inaceitável tal separação dos sexos na prática esportiva. Além disso, podemos relacionar a baixa taxa de mulheres no esporte como sequela da masculinização do mesmo. Sob esse prisma, de acordo com a socióloga Nathalia Zîe, o mundo dos esportes é masculinizado porque se pauta pelo sistema patriarcal, sendo algo inaceitável. Lê-se, portanto, como nocivo à relação de inatividade de mulheres no ambiente de atividade física com a incompatibilidade do artigo 6° da constituição brasileira de 1988, que garante a todos os cidadãos o direito ao lazer. Desse modo, é mister que o Estado tome providências para superar o impasse do quadro atual. Para que as mulheres participem ativamente nos esportes, mas também o esteriótipo do esporte masculinizado, urge que o Ministério da Educação (MEC) implante palestras em escolas acompanhadas das aulas de educação física, abordando a importância da participação de todos nos esportes, motivando os alunos à prática, por meio de apresentações regidas por profissionais na área de esportes. Somente assim para reduzir a generalização do gênero masculino no esporte, contrariando a ideologia de Nathalia, bem como, mudando a visão do esporte sobre as mulheres desde o século passado.