A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 25/07/2020
A Constituição Federal de 1988 - em seu Artigo 5º - assegura que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no país os direitos invioláveis. Contudo, a sociedade faz distinções de inúmeras naturezas no tratamento dos indivíduos, seja devido à: cor, condição socioeconômica, orientação sexual ou ao sexo. Esta é a principal razão para o esporte feminino não ser devidamente valorizado no Brasil: os fortes resquícios do sistema patriarcal.
Em primeiro lugar, sabe-se que as mulheres lutam há anos pelas conquistas de seus direitos e espaço na sociedade – pode-se citar o Movimento Sufragista e Feminista. Como teorizou a filósofa francesa Simone de Beauvoir, a mulher vem sendo tratada como um segundo sexo (o outro), seja por homens ou por elas mesmas. Logo, a sociedade foi construída de acordo com o patriarcalismo, ou seja, a visão e os interesses masculinos. Assim, os esportes femininos, mesmo sendo mais respeitados que décadas atrás, não tem audiência, patrocínio, apoio e luxo como os esportes masculinos. Trata-se de uma construção social.
Acrescente-se que, outro pensador que poderia ser usado para explicar esse fato é o inglês Francis Bacon. Em sua teoria dos ídolos, há os ídolos do teatro: ideologias, dogmas e teorias falsas que impedem os indivíduos de alcançar a verdade. Assim sendo, é preciso que cada sujeito questione o sistema patriarcal, a fim de que o corpo social cada vez mais se desvencilhe das amarras preconceituosas que atrasam o desenvolvimento do país e dos seres. O esporte feminino tem benefícios inegáveis - simbolizar que a mulher pode exercer a profissão que quiser, incentivar o exercício físico, alegrar o público, movimentar a economia - e precisa ser tratado com o devido valor. Portanto, a forma na qual a sociedade foi instituída e as ideologias patriarcais vigentes impedem a valorização dos esportes femininos no Brasil. Diante disso, é preciso que a Agência Nacional de Telecomunicações, em parceria com as mídias, aborde a importância de valorizar o esporte feminino, pois uma vez que haja o reconhecimento, o público aumentará; assim como o apoio e os patrocínios.