A valorização do esporte feminino no Brasil.

Enviada em 31/07/2020

A liberdade do corpo feminino.

Conjuntos de expectativas de comportamento esperado de um indivíduo, assim é definido o papel social. Desta forma, foi atribuído ao gênero feminino através de um sistema patriarcal, um conjunto de expectativas relacionada a maternidade e aos afazeres domésticos.

No ano de 1941, durante a Era Vargas foi sancionada o decreto-lei n°3.199, onde o Conselho Nacional de Desportos deliberou, “Às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza”, desse modo passou a ser proibida a prática de esportes de longa distância, lutas e polo-aquático. Esse mesmo decreto-lei foi reinterpretado em 1965, durante a Ditadura Militar ocasião onde o futebol passou a fazer parte das modalidades esportivas proibidas.

A crença em que as mulheres são um sexo frágil e que possuem corpos delicados voltados para as necessidades do lar, ainda se faz presente nas ideias da sociedade atual. As modalidades femininas sofrem com o deficit no investimento de modo geral, o que leva a pouca visibilidade e a falta de estrutura, fazendo assim com que a prática de esportes realizadas por mulheres se torne limitada e precária, pois muitas não possuem capital suficiente para buscar conhecimento para encontrar o esporte que mais se encaixa.

Logo é possível concluir, que para que um dia possa existir a valorização do esporte feminino é necessário uma ação conjunta do Ministério da Educação e do Ministério do Esporte, para a criação de projetos que visem levar por meio palestras e atividades recreativas, o conhecimento aprofundado para as escolas, tendo como público alvo as meninas, para que as mesmas se sintam apoiadas e busquem o esporte que mais se identificam.