A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 31/07/2020
Na contemporaneidade, vivenciamos um fato que assola a população brasileira - a falta de valorização no esporte feminino no país. Tal tema se enquadra como uma problemática, pelo fato das mulheres já sofrerem desde muito tempo, preconceitos e humilhações do patriarcado, fato esse que se estende até hoje, por exemplo, por grande parte dos clubes de futebol e torcedores desse esporte. Devido a esse fato, dois problemas fazem-se relevantes: a falta de apoiadores e investidores para com o esporte feminino, bem como o preconceito gerado por torcedores dos clubes.
Em primeira análise, no filme “Ela é o Cara”, a personagem principal entra na faculdade com o sonho de jogar futebol pelo time do seu campus, porém, no regulamento do clube diz que é proibido a participação de mulheres e por esse motivo, a personagem embarca em uma aventura para conseguir praticar o seu sonho. Baseado nesse contexto, vale ressaltar que infelizmente, hoje, no século XXI, isso não é uma realidade muito distante. De acordo com o site “observatoriofutebol”, apenas 45% das mulheres participam de algum esporte no meio competidor profissional, realidade essa que é desencadeada por falta de patrocinadores e que precisa ser revertida.
Em segunda análise, seguindo a linha de raciocínio, quando em 1941, Getúlio Vargas sancionou um decreto de lei, em que dizia que às mulheres não seria permitido a prática de esportes incompatíveis com sua natureza, só reforçou o machismo e preconceito, tornando algo mais consolidado e automaticamente algo mais difícil de ser revertido futuramente na sociedade. Porém, vale ressaltar que, hoje, o Clube Brasileiro de Futebol tornou obrigatório a criação de times femininos em cada clube no Brasil. Fato esse que precisa ser reconhecido, influenciando outros esportes a praticarem a mesma inclusão.
Portanto, urge que o Legislativo elabore por meio de leis, a obrigatoriedade da participação feminina em qualquer e todo esporte praticado no Brasil, com o intuito de inclusão e rompimento de preconceitos. Junto a isso, vale ressaltar também, a necessidade de uma lei que imponha à qualquer treinador e patrocinador a trabalhar e investir em times femininos sem nenhum resquício de preconceito, pois por meio do Executivo, tais ações serão fiscalizadas. Assim, surtirá o efeito de reconhecimento das mulheres no meio esportivo, tornando-as exaltadas e quebrando qualquer tipo de tabu na sociedade brasileira.