A valorização do esporte feminino no Brasil.
Enviada em 27/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a valorização do esporte feminino no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito que as mulheres ainda enfrentam pela sociedade, quanto da ineficiência do governo em melhorar a problemática no país.
Primeiramente, é essencial pontuar que o preconceito que as mulheres ainda enfrentam pela sociedade deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estudo é o caminho para o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades muitos brasileiros não tem acesso à educação de qualidade e consequentemente nas escolas não tem locais adequados para praticar atividades físicas o que dificulta cada vez mais a entrada das mulheres no esporte.
Ademais, é imperativo ressaltar a ineficiência do governo em buscar soluções como promotor do problema. De acordo com a socióloga Nathália Ziê, o esporte ainda é visto para o sexo masculino e as mulheres ainda são vistas como sexo frágil. Partindo desse pressuposto, é notório a discriminação que o esporte feminino sofre pela sociedade, observa-se também a conduta por parte do Estado em não tomar providências para mudar esse cenário.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática no país. Dessarte, com o intuito de mitigar o preconceito que as mulheres ainda enfrentam pela sociedade, necessita-se urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Esporte, será revertido em melhorar a infraestrutura das escolas fornecendo áreas esportivas, por meio da criação de um suporte de acompanhamento que busque captar novas atletas, melhorando as condições escolares, construindo e equipando quadras poliesportivas. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do preconceito contra o esporte feminino e a coletividade alcançará a Utopia de More.